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	<title>Alexandre Krecke - Comunicação Digital &#187; Blog</title>
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	<description>comunicação digital</description>
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		<title>Design x código sob uma ótica fria e capitalista</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 22:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>krecke</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem trabalha com web sabe que, por estas bandas, design e programação caminham tão juntos que é quase impossível de enxergar essas duas &#8220;áreas&#8221; como coisas independentes. Uma não existe sem a outra e, mais importante, quando não há uma sintonia entre front e back-end, coisas bastantes feias (ou pior, incompreensíveis) acontecem. Seja na construção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.krecke.com.br%2F2010%2F12%2Fdesign-x-codigo-sob-uma-otica-fria-e-capitalista%2F&amp;layout=standard&amp;&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=trebuchet ms&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px;height:50px;margin-top:5px;"></iframe><p>Quem trabalha com web sabe que, por estas bandas, design e programação caminham tão juntos que é quase impossível de enxergar essas duas &#8220;áreas&#8221; como coisas independentes.</p>

<p>Uma não existe sem a outra e, mais importante, quando não há uma sintonia entre <em>front </em>e <em>back-end</em>, coisas bastantes feias (ou pior, incompreensíveis) acontecem.</p>

<p>Seja na construção de um site, de um aplicativo (web ou <em>mobile</em>), no desenvolvimento de um software ou qualquer outra coisa parecida, uma arquitetura da informação bem estruturada, um layout bonito e funcional e uma programação limpa e eficaz fazem toda a diferença no produto final, e não preciso argumentar muito para dizer que o conjunto da obra é que define a qualidade do produto final, e nenhum dos fatores de desenvolvimento listados acima devem ser desprezados em um projeto.</p>

<p><em>Anyway</em>, não estou aqui para discutir a importância de cada etapa de desenvolvimento, e sim para mostrar o resultado de uma breve pesquisa que fiz sobre quem ganha mais: o cara do MacBook Pro e uma tablet ou a criatura de óculos de armação preta, camiseta engraçada e chinelos.</p>

<p><a href="http://www.krecke.com.br/2010/12/there-are-no-dumb-questions/">No post de ontem</a>, que fala sobre minha antiga dúvida sobre a valorização dos profissionais de design <em>versus </em>os caras das linhas de código, mostrei que eu já tinha a impressão de que, por ser mais escassa, a mão-de-obra do programador acaba sendo melhor paga. E essa minha opinião, até pouco tempo atrás, se baseava num puro e simples achismo.</p> </p>

<p>Resolvi dar uma certa base científica para meu achismo, e compartilho com vocês agora.</p>

<p>Todas as informações coletadas são do site <a href="http://www.bls.gov">BLS.gov</a>, logo, são dados norte-americanos. Acredito que o padrão mostrado aqui se reflita no mercado de trabalho brasileiro (e quando falo em padrão, não estou falando de valores, e sim de porcentagens e proporções).</p>

<p>A média salarial de um webdesigner, por ano, gira em torno de USD 47,860. Convertendo para nossa moeda brazuca e dividindo os ganhos nos 13 salários que se costuma receber no período, temos a quantia de R$ 6.332,00 por mês.</p>

<p>Quando analisamos o salário médio de um webdeveloper, ou programador web, chegamos a uma quantia de USD 72,410 por ano, que dá R$ 9.580,00 por mês.</p>

<p>Como uma média salarial nem sempre retrata a realidade dos valores ganhos pela maioria dos profissionais, resolvi segregar os 10% que <strong>mais </strong>ganham (vamos nos nivelar por cima, né? =) dentro de cada categoria para evoluir nossa comparação.</p>

<p>Entre os designers, os 10% mais bem sucedidos financeiramente ganham, em média,  R$ 9.878,00 por mês. Já os 10% dos developers mais &#8220;ricos&#8221; recebem mensalmente a quantia de R$ 14.675,00.</p>

<p>Com isso, podemos concluir que, mesmo quando elevamos o padrão dos cargos, seja de quais categorias eles forem (dentro do mercado de web, claro), temos sempre uma diferença de cerca de 50% a mais de ganhos financeiros para os programadores.</p>

<p>Concluindo, minha impressão estava certa.</p>

<p>Mas o dado realmente interessante surgiu no decorrer desta pesquisa: nos EUA existem hoje 200.870 pessoas trabalhando &#8211; oficialmente &#8211; como designers para web. Já os programadores somam cerca de 1.336.300 empregos. É mais do que seis vezes o número de vagas para designers.</p>

<p>Meu outro achismo de antes da pesquisa, de que a mão de obra de um programador era mais escassa, se mostra parcialmente falsa: na verdade, o que existe é uma imensa demanda pelos serviços dessa galera.</p>

<p>Deve ser por isso alguns dos meus (bons) camarados <em>developers </em>muitas vezes são disputados a tapa por empresas diferentes de vários ramos.</p>
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		<title>There are no dumb questions</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 02:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>krecke</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Célebre lista de perguntas na linha de livros &#8220;Head First&#8221;, da O&#8217;Reilly Media, esse desfecho de cada capítulo mostra em seu título a mais perfeita frase, que deve ser lembrada no início do aprendizado de cada assunto novo: não existem perguntas idiotas. Isso mesmo. Lembra quando você costumava sacanear o seu colega de sala na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.krecke.com.br%2F2010%2F12%2Fthere-are-no-dumb-questions%2F&amp;layout=standard&amp;&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=trebuchet ms&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px;height:50px;margin-top:5px;"></iframe><p>Célebre lista de perguntas na linha de livros <a href="http://oreilly.com/store/series/headfirst.html" title="head first">&#8220;Head First&#8221;, da O&#8217;Reilly Media</a>,  esse desfecho de cada capítulo mostra em seu título a mais perfeita frase, que deve ser lembrada no início do aprendizado de cada assunto novo: não existem perguntas idiotas.</p>

<p>Isso mesmo. Lembra quando você costumava sacanear o seu colega de sala na primeira pergunta que ele fazia e que sua cabeça julgava a resposta como óbvia? Então.</p>

<p>Se bem que&#8230; pode ser que você lembre as coisas de uma forma diferente. Nesse caso, lembra aquele seu colega de sala que sempre te sacaneava quando você fazia uma pergunta em sala? Então.</p>

<p>Vivenciei um momento nostálgico desses no ano passado (2009), enquanto participava do <a href="http://www.almanaquedecriacao.com.br/" title="almanaque de criação">4º Almanaque de Criação</a>, e prestava extrema atenção nas palavras do André Matarazzo, sócio e diretor de criação da <a href="http://www.gringo.nu/" title="gringo">agência Gringo</a>.</p>

<p>Euzinho, no auge do meu limitado conhecimento <em>noob</em> e aspirante a <em>alguma-coisa-digital</em> num futuro breve, lanço mão do microfone diante de uma imensa platéia e ouso fazer a pergunta de, na época, um milhão de dólares: no mercado de agências digitais, quem é mais valorizado, programador ou designer?</p>

<p>Tá bom, tá bom. Como você pode ver no <a href="http://enxame.tv/2009/04/24/38_edicao42/" title="quarto almanaque de criação">vídeo do evento</a> (é, eu sou o cara de camiseta verde, na platéia), a pergunta não foi <em>exatamente</em> essa. Mas me dá um desconto, vai? O que eu queria perguntar era exatamente isso.</p>

<p>O &#8220;problema&#8221;, nesse caso, foi que o <em>newbie</em> aqui foi fazer a tal da pergunta idiota para um dos mais renomados nomes da propaganda digital no país e no mundo.</p>

<p>Se eu me arrependo? Se tenho vergonha? Já tive. Durante alguns meses depois da palestra eu não ficava com uma sensação muito legal quando assistia esse vídeo. Sou obrigado a dizer que hoje essa sensação foi embora completamente.</p>

<p>Quer saber o motivo? Simples: <em>there are no dumb questions.</em> Mesmo. Idiota no mundo é quem não sana suas dúvidas nos momentos certos e, no meio da produção digital (como em vários outros), isso é algo mais do que idiota. É um suicídio profissional.</p>

<p>Não me considero hoje, exatamente, um <em>ultra-fodástico-expert</em> em webdesign, programação ou qualquer outra coisa que faça parte dos afazeres de um profissional do meio, mas já consegui vencer a condição de <em>newbie</em> a algum tempo. E estaria mentindo se dissesse que a resposta do nosso amigo Matarazzo na ocasião do Almanaque de Criação não me ajudou, e muito, a aprender algumas coisas e tomar determinadas decisões profissionais.</p>

<p>Hoje tenho bastante intimidade com códigos que pareciam alienígenas a menos de 2 anos. Refinei meu senso estético infinitamente. Aprendi sobre interação, GUI, sistemas, CMS, bla bla bla. Mais importante que tudo, estou a cada dia aprendendo a entender como funciona e como está evoluindo o relacionamento entre as pessoas no meio &#8211; atualmente &#8211; digital. E se você me perguntar se, para continuar evoluindo, eu irei fazer perguntas &#8220;idiotas&#8221; para as maiores autoridades nos mais diversos assuntos? Sim, sem a menor dúvida.</p>

<p>Não sou um sábio e muito menos um ancião, mas, se você quer um conselho meu, anote: faça o mesmo. Pergunte, corra atrás de informação, sane suas dúvidas. Sabe quando uma lacuna na sua base de qualquer conhecimento adquirido será ainda mais incoveniente? Quando você estiver lá na frente de sua carreira e nem se lembrar que teve uma valiosa oportunidade de fazer uma simples pergunta, tempos atrás.</p>

<p>Ah&#8230; hoje, percebi que eu não queria perguntar sobre &#8220;quem é mais valorizado&#8221;, e sim &#8220;quem ganha mais&#8221;. Hoje posso dizer que já tenho uma resposta, tanto de experiência <em>in-loco</em> quanto de um pequeno levantamento estatístico que fiz (pela internet, claro). Quer saber a resposta? Vou escrever um post sobre isso. Até lá, você pode perguntar qualquer outra coisa usando o espaço de comentários aí embaixo. Só não vale ficar com medo de fazer pergunta idiota, ok?</p>
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		<title>Helvetica (a documentary film by Gary Hustwit)</title>
		<link>http://www.krecke.com.br/2010/09/helvetica-a-documentary-film-by-gary-hustwit/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 01:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>krecke</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Post sobre o documentário Helvetica (www.helveticafilm.com) Quando Michael C. Place conta sobre sua angústia agonizante durante a elaboração do convite de sua própria cerimônia de casamento, muitos designers – se não quase todos – sentem-se identificados por aquele momento onde parece não haver luz no fim do túnel, não surgir solução plausível, não se criar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.krecke.com.br%2F2010%2F09%2Fhelvetica-a-documentary-film-by-gary-hustwit%2F&amp;layout=standard&amp;&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=trebuchet ms&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px;height:50px;margin-top:5px;"></iframe><div id="attachment_131" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.krecke.com.br/wp-content/uploads/helvetica.jpg"><img src="http://www.krecke.com.br/wp-content/uploads/helvetica-300x266.jpg" alt="" title="helvetica" width="300" height="266" class="size-medium wp-image-131" /></a><p class="wp-caption-text">The Ultimate Type</p></div>

<p style="font-size:10px"><em>Post sobre o documentário Helvetica (www.helveticafilm.com)</em></p>

<p>Quando Michael C. Place conta sobre sua angústia agonizante durante a elaboração do convite de sua própria cerimônia de casamento, muitos designers – se não quase todos – sentem-se identificados por aquele momento onde parece não haver luz no fim do túnel, não surgir solução plausível, não se criar um produto satisfatório após o processo de design durante o desenvolvimento de uma peça gráfica.
De onde vem toda essa agonia? Da muitas vezes complicada aplicação de determinados tipos em projetos de design.
A identificação com Place também acontece no seu momento de alívio: quando ele chega a agradecer Max Miedinger por dar a ele o prazer da solução definitiva para aquele problema. O nome da solução é Helvetica.
Uma fonte que tem suas proporções corretas, belas e impessoais. Um tipo que é limpo o suficiente para não interferir na percepção da carga emocional da palavra na cabeça do leitor.
Como demonstra Michel Bierut, Helvetica não é apenas uma forma de ter economia de tempo na escolha do tipo adequado, e muito menos a imposição da preguiça no processo do design. A Helvetica foi – e continua sendo – a faxina necessária em demonstrações gráficas exageradas, estilos gráficos incombináveis e demais elementos desagradáveis que vão de frente com aquilo que muitos grandes nomes do design moderno dizem e repitem: se é desnecessário, não deve estar ali.
Desnecessário – deixe-me explicar – não é apenas um elemento em si ou mesmo um background incoveniente, e sim uma demonstração redundante de emoções e sutilezas acumulada em locais únicos de uma peça gráfica. Complicou?
Estou querendo apenas ir contra o que diz Paula Scher ao afirmar que falta “paixão” na Helvetica. Quando lemos a palavra “raiva”, ou “ódio”, “ternura” ou “melancólico”, temos em nossas mentes uma carga emocional e fortemente expressiva do que cada palavra significa. Não preciso de uma “paixão” vermelha, nem de uma “melancolia” azul e muito menos de um “ódio” em tipos desgastados (lugar-comum nos anos 90, que se transformou num clichê tão conhecido como os carimbos e splashs para destacar descontos e promoções. Mas isso é outra história&#8230;).
Massimo Vigneli, com todo seu brilhantismo, diz que a Helvetica é tão grandiosamente eclética que pode significar algo em <em>Ultra Light</em> ou outra totalmente diferente em <em>Black Condensed</em>. Um tipo que varia das expressões de <em>Impact</em> para <em>Edwardian</em> com desenvoltura.
Não precisamos ler “eu te amo” em <em>Vivaldi</em> ou demais tipos românticos, não precisamos de serifa ou <em>handwriting</em> para acreditar que alguém realmente nos ama. A linguagem e sua expressão é algo tão antigo, desenvolvido e belo que se completa em si mesma.
Evidentemente, não pretendo padronizar o mundo gráfico com uma mesmice infindável, mas apenas concordo com designers que consideram a Helvetica como a melhor das invenções – no universo do design gráfico &#8211; no último século, ou ao menos a mais revolucionária. A Helvetica é a cor da parede do seu quarto que combina com você. Os quadros você fica trocando. É o wallpaper adequado naquele monitor. É algo que satisfaz, onde fica difícil encontrar um substituto à altura.
Voltando a Bierut, a Helvetica exclui os rodeios, cria um atalho para o leitor, vai direto ao ponto. Como em <em>“drink coke. Period.”</em>
Esse tipo trouxe todo seu conceito de <em>keep it clean</em> às peças gráficas, simplificou os elementos tipográficos, deu de presente – e continua dando – uma imensa colaboração no que diz respeito a legibilidade, beleza e funcionalidade no mundo cognitivo da tipografia. A Helvetica hoje poderia se chamar, e quem sabe poderia continuar se chamando pelos próximos 50 anos, de <em>ultimate type.</em></p>
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		<title>&#8220;Thoughts on Flash&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 03:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>krecke</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Falando em webdesign, lembro-me de quando comecei a planejar minha transição de sobrinho/entusiasta de desenvolvimento web para uma abordagem mais profissional no assunto. Pensei a respeito de quais linguagens se aproximavam mais das minhas habilidades, quais me trariam satisfação com relação às particularidades no desenvolvimento e design de sites e, principalmente, quais eram as plataformas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.krecke.com.br%2F2010%2F04%2Fthoughts-on-flash%2F&amp;layout=standard&amp;&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=trebuchet ms&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px;height:50px;margin-top:5px;"></iframe><div id="attachment_93" class="wp-caption alignleft" style="width: 267px"><a href="http://www.apple.com/hotnews/thoughts-on-flash/"><img src="http://www.krecke.com.br/wp-content/uploads/ipad.png" alt="" title="ipad" width="257" height="119" class="size-full wp-image-93" /></a><p class="wp-caption-text">iPad, o pivô da briga. Ou da evolução.</p></div>

<p>Falando em webdesign, lembro-me de quando comecei a planejar minha transição de sobrinho/entusiasta de desenvolvimento web para uma abordagem mais profissional no assunto.</p>

<p>Pensei a respeito de quais linguagens se aproximavam mais das minhas habilidades, quais me trariam satisfação com relação às particularidades no desenvolvimento e design de sites e, principalmente, quais eram as plataformas, softwares e códigos mais viáveis tanto financeiramente quanto por cultura (aí entram assuntos como open source, comunidades, sintaxe, curva de aprendizado e outros tantos fatores que rendem mais de um milhão de posts. Por agora, irei me restringir à palavra &#8220;cultura&#8221;).</p>

<p>E nessa análise &#8211; relativamente profunda, ao menos para um leigo &#8211; que fiz na época pré-cursos e estudos na área, evidentemente ouvi falar (e muito) do tal do Flash.</p>

<p>&#8220;Porque o action script 3 é a melhor linguagem para RIA&#8221;, &#8220;porque tem integração com XML&#8221;, &#8220;porque todo cliente grande quer conteúdo com animação&#8221; e blá blá blá.</p>

<p>Claro que os argumentos financeiros pesavam, afinal um BOM programador AS3 é algo raro no mercado, e evidentemente os que conseguem se destacar acabam conseguindo um salário que, em comparação a outros designers do meio, é bem acima da média.</p>

<p>Pois é. Tudo indicava que o Flash era um destino quase inevitável para todo bom designer que pretendesse alcançar um patamar elevado.</p>

<p>E assim comecei a trilhar meu plano, que começou com uma desmotivada revisão de HTML, passou pelo CSS, seguiu pelas webstandards, evoluiu para o javascript, conheceu o JQuery, voltou ao CSS, revisou o HTML de novo, se animou com a quinta versão da linguagem de marcação, se esperançou com o CSS3, se sentiu completo e aí estava eu, pronto para dar o próximo passo: AS3.</p>

<p>Foi aí que a coisa, ou melhor, o plano, começou a mudar de figura.</p>

<p>Particularmente, sempre achei o Flash, no mínimo, burocrático. Nunca gostei daquele &#8220;loading&#8221;, aquilo era brochante em tempos de internet lenta, e ainda é para muita gente que não tem acesso ($$) a banda larga de 20 mbits. Nunca gostei dos scrolls (barra de rolagem) de interfaces em flash. Eram estranhas e desagradáveis. Nunca gostei de clicar &#8220;back&#8221; no navegador e ver todo o meu histórico de navegação no menu do SWF ir para o saco, fazendo nascer em mim um misto de preguiça e raiva que só fazia eu esquecer aquele site, e aqueles produtos, e aquela marca, para sempre.</p>

<p>Muito bem. Acho que já deu para perceber que eu não sou aquilo que podemos chamar de fã do plugin mais famoso da web (POGramadores Flash, não se sintam ofendidos, tá bom?), mas a minha opinião e minhas explicações para ficar longe dessa linguagem ganham cada dia mais força.</p>

<p>A camada de comportamento e interação no webdesign evoluiu muito nos últimos anos baseadas em bibliotecas semânticas e bem sucedidas, como o sempre adorado JQuery. E agradeço muito ao fato dessas bibliotecas e demais frameworks de desenvolvimento terem se desenvolvido ao ponto de muitos usuários meso-leigos meso-entusiastas dizerem ao verem um easing ou um fade rodando em javascript: &#8220;é Flash né?&#8221;.</p>

<p>Não, meu querido, não é. Thnx God que não é. Nós, meros mortais das &#8220;simples linguagens de marcação&#8221;, com a utilização de plugins mamão-com-açúcar podemos nos tornar rockstar das animações oportunas, melhorar a experiência do usuário em níveis jamais vistos em websites estáticos e, principalmente, usar nosso velho e bom editor de texto, sem ter de exportar nenhum arquivo SWF e nem ficar preocupado com a versão do plugin instalado na máquina do usuário (qualquer porcaria que não seja IE6, serve).</p>

<p>A nosso favor, temos o Google com o Chrome, a interrupção do suporte ao browser do capeta por redes extremamente famosas como You Tube, temos nossa experta e aberta Raposa de Fogo, temos as escassas memórias RAM dos usuários e nossos horrorosos provedores de banda larga com suas velocidades reais que não chegam a um décimo da velocidade contratada.</p>

<p>Temos isso tudo, e temos a Apple.</p>

<p>Sim&#8230; MEU amigo Steve Jobs deu um murro no estômago do pessoal da Adobe ao simplesmente deixar de lado a linguagem dos caras no próximo grande gadget em vendas: o iPad.
Para quem saca o inglês, vale a pena dar uma conferida:</p>

<p><a href="http://www.apple.com/hotnews/thoughts-on-flash/" title="flash">http://www.apple.com/hotnews/thoughts-on-flash/</a></p>

<p>Coisa linda de G-zus!</p>

<p>O que sempre comentei, argumentei e repeti agora é oficial e saiu da boca de um dos caras mais respeitados da indústria (no meu caso e no de muita gente que está lendo este post, O mais respeitado). 
Sim, meus caros. O HTML5 não veio para substituir o Flash, mas veio para fazer com que PAREMOS de usar gambiarras como fazer o embed de vídeo usando a linguagem da Adobe. Chega de SWF Object, chega de reinstalar plugin a cada mudança de navegador. Precisamos de mais tags canvas, mais nth-child e menos class. Isso mesmo. O HTML5 e o CSS3, aliado aos cada dia mais poderosos plugins baseados em javascript, irão suprir 90% dos casos que hoje têm o Flash como única alternativa.</p>

<p>E Jobs não está errado ao taxar toda a forma de desenvolvimento usada pela maioria hoje de &#8220;atrasada&#8221;.
Sim, galera, estamos atrasados. E a Apple mais uma vez nos dá um empurrão nas costas dizendo &#8220;bora&#8221;, porque quem fica pastando parado é gado.
Evolution, Morpheus, evolution&#8230;</p>
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