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O Caso Welles: a demonstração, nada ultrapassada, da percepção da informação sob a visão da ignorância.

by admin on jul.15, 2009, under Web

Cada vez mais estamos nos familiarizando com toda essa história de que a comunicação mundial passa hoje por uma mudança extremamente profunda. Sem me ocupar com esse tema por hora (ao menos nesse post) , acredito que é importante falar sobre a manutenção da FORMA com que os indivíduos ainda recebem a informação, seja no nosso novo mundo de tecnologia e blogosfera ou nos longínquos – porém não extintos – tempos dos grandes emissores de notícias.
Afinal de contas, em períodos de mudança, algumas realidades diferentes vêm a coexistir de forma contraditória. Amadurecemos a troca de informações, mas ainda precisamos participar da evolução da RECEPÇÃO dessas informações.
Vou dar um clássico exemplo, tomando como base que ainda hoje o principal modelo de mídia é aquele tradicional, que não é novidade para os nossos avós.

Todos os dias, ouvimos muito sobre os efeitos nem sempre benéficos da mídia, e diversas vezes esses comentários seguem acompanhados de severas críticas em relação ao modelo atual de emissão de informações.
Enfim, os efeitos manipuladores e algumas vezes destrutivos, mas frequentemente polêmicos dos canais de mídia já são conhecidos. Mas em 1938, a história era ainda um pouco diferente.
Sem conhecer a longo prazo o rádio, cidadãos americanos ficaram alarmados com a notícia de que seres extraterrestres estavam invadindo o planeta Terra.
Mal entendidos a parte, o “furo de reportagem” era na verdade uma dramatização do romance “Guerra dos mundos”, de H.G. Wells, que havia sido publicado em um jornal americano em 1898.
Hoje, quando conhecemos casos tão marcantes como esse para a história do jornalismo, acabamos por refletir sobre o papel e, principalmente sobre a responsabilidade da imprensa.
Em menor grau, acontecem “Casos Welles” até hoje, como a publicação dos mísseis falsos lançados pelo governo iraniano.
Mas porque diabos hoje, 71 anos depois do citado caso, ainda acontecem confusões e relativo pânico quando são desastradamente publicadas notícias falsas ou distorcidas?
Certamente a humanidade não se adapta fácil às mudanças tecnológicas.
Explico. Enquanto o rádio tinha um ar de novidade em épocas passadas, nem todo mundo hoje sabe o potencial de um programa como o Photoshop ou o After Affects, capazes de modificar com perfeição elementos em fotos e vídeos, respectivamente.
Assim, nós, eternos receptores da mídia, devemos no mínimo tomar cuidado com aquilo que vemos ou ouvimos, sabendo que por trás de toda matéria há um ser-humano, que pode desde fazer uma apuração desastrada até mesmo utilizar fontes mentirosas ou equivocadas.
Aquela novela com repercussão desastrosa no século passado no mínimo demonstra o tamanho poder a que estamos submetidos de forma latente, fazendo multidões se moverem por causas que podem ser legítimas. Ou não.

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Chavez, Castro e outros com medo do rato.

by admin on jun.09, 2009, under Web

A agência Ogilvy de Frankfurt criou esta campanha de mídia impressa para a International Society for Human Rights (ISHR), demonstrando como grandes líderes mundiais (e polêmicos) como Hugo Chávez, Raul Castro e Mahmoud Ahmadinejad podem ser acuados com a presença de um simples mouse.

É uma engraçada forma de exibir o poder que a comunidade online têm de denunciar os abusos cometidos por quaisquer práticas desses governantes que passam por cima dos direitos humanos.

Excluindo a óbvia teoria do poder da mídia, a ascenção da web 2.0, o compartilhamento de informações na internet e blá blá blá, sobra a dúvida da possibilidade de campanhas como essa ajudarem a manter o preconceito que a maioria dos cidadãos dos demais países ditos democráticos possuem a respeito desses polêmicos presidentes, ditadores ou sei lá mais quais nomes que a mídia goste de denominá-los.
Para entender, e quem sabe, de repente até abrir melhor os olhos quanto a essa questão, assista os 10 episódios do documentário “A Revolução Não Será Televisionada”, disponível no You Tube.
Lembro aqui que não simpatizo com regimes ditatoriais, tiranos no poder ou demais formas de governo arbitrário, mas sempre é legal conhecer os dois lados da moeda, para evitar tomar partido numa situação de forma cega e, porque não dizer, ignorante.

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Porquê amo o del.icio.us.

by admin on mai.21, 2009, under Web

delicious

Qual será a rede social que melhor define uma pessoa?
Levando em consideração que uma rede social pretende traçar uma identidade digital do usuário, fica óbvio que cada rede definiria seus cadastrados de acordo com suas particularidades.

Exemplificando:
- o Blip/Last.fm definiria o gosto musical das pessoas;
- o Facebook/Orkut traçaria o perfil genérico/social;
- para o Linkedin, sobraria o profisisonal;
- e assim vai…

Bela definição, mas dentre cada distinção das redes e considerando as peculiaridades de cada usuário, seria possível definir uma “melhor rede social”? De forma alguma.
Somos então levados a pensar que cada um desses serviços se adapta – ou se identifica – em maior ou menor grau com cada indivíduo.
Eu, Krecke da Silva Sauro por essas bandas digitais, amo o Del.icio.us.
Mas porque diabos?
É simples. Uma despretenciosa rede que simplesmente agrega os bookmarks (”favoritos”) do usuário na nuvem (no servidor… não preciso ficar explicando, preciso?), podendo esses links ficarem abertos e conectados aos demais cadastrados, demonstra com precisão quais são as referências de determinadas pessoas.
Quando segregamos essas referências por segmento profissional ou social, o resultado é ouro.
Os nutricionistas costumam dizer “você é o que você come”, e essa máxima citação-chatice-nutróloga adapta-se ao mundo digital como “você é o que você visita/linka”. Os sites que o indivíduo acessa diariamente DEFINE fielmente aquilo que ele se interessa, gosta, ou seja, aquilo que ele é.
E é por isso que eu amo o De.licio.us. Ele reúne meu histórico de visitas, armazena meus interesses separados por tags e ainda me permite conhecer os interesses e compartilhar links interessantíssimos (no meu caso quase sempre sobre design e programação) de outros usuários, e tudo com a vantagem de eu poder acessá-los de qualquer lugar. Resumindo, eu posso sentar num comuptador na minha casa, trabalho ou lá na China que, quando faço login nessa rede, eu estou em casa.

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