Arquivo para julho, 2009

A tal parede com os anúncios antigos

by admin on jul.20, 2009, under Entretenimento, Publicidade

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Depois do último post, acho que fiquei devendo a foto dos tais anúncios antigos (todos de cerveja) lá do bar com o jogo americano descuidado.
Enfim, aí está a parede-vintage-colagem (neologismo ainda permite hífen?) da qual eu falo tanto.
Um dia eu ganho coragem, mato a preguiça e faço algo parecido no meu quarto. Um dia.
Para quem quer conferir a dita cuja de perto, fica lá no Bar Brahma (201 Sul – Brasília).

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Licença poético-publicitária ou descuido?

by admin on jul.15, 2009, under Publicidade

três poderes?

Três poderes?

Esse jogo americano aí é daquele tipo de utensílio de bar que poderia muito bem passar despercebido, mas tem sempre um bom publicitário atento que o utiliza para inserir seus insights engraçadinhos e oportunos.
Por ser um bar em Brasília, que teve durante muito tempo o nome de Monumental (atualmente chama-se Bar Brahma), o elo entre chopp, comida e política tinha que aparecer em algum lugar, não é mesmo?
Então aí está ele, o elo perfeito entre a utilidade de um jogo americano, o salário do cara da agência e o sorriso de canto de boca do consumidor lendo a coisa toda.
Mas peraí.
Vamos ler esse negócio de novo: “chopp, culinária e cultura. Aqui, os três poderes se encontram”. Lindo.
Seria mais lindo ainda se o desenho logo abaixo desse título não estivesse representando nosso querido Congresso Nacional – o violão como plenário do Senado, o chopp como os anexos e os petiscos como plenário da Câmara.
Isso mesmo, meu caro. Isso tudo aí é UM PODER SÓ. Você, como bom brasileiro sabe: Legislativo. Sim, ouvimos falar dele todo dia nos jornais, e geralmente é algo bem revoltante.
Se o nosso querido ilustrador tivesse um pouquinho mais de boa vontade, procuraria uma referência visual que parecesse com o STF (cúpula do Judiciário), outra com o Palácio do Planalto (representação máxima do Executivo) e daí sim, finalmente, algo que lembrasse nossas tão amadas Casas Legislativas.
Mas gente… vamos lá, vamos ser flexíveis. O cara está perdoado. Totalmente perdoado. Sem querer fazer jabá, o chopp, a comida e a música (e nem vou dizer dos anúncios de cerveja INCRÍVEIS estilo vintage espalhados pelo ambiente. Ops, já falei) compensam, e muito, uma leve licença poético-publicitária. Ou será que foi um descuido?

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O Caso Welles: a demonstração, nada ultrapassada, da percepção da informação sob a visão da ignorância.

by admin on jul.15, 2009, under Web

Cada vez mais estamos nos familiarizando com toda essa história de que a comunicação mundial passa hoje por uma mudança extremamente profunda. Sem me ocupar com esse tema por hora (ao menos nesse post) , acredito que é importante falar sobre a manutenção da FORMA com que os indivíduos ainda recebem a informação, seja no nosso novo mundo de tecnologia e blogosfera ou nos longínquos – porém não extintos – tempos dos grandes emissores de notícias.
Afinal de contas, em períodos de mudança, algumas realidades diferentes vêm a coexistir de forma contraditória. Amadurecemos a troca de informações, mas ainda precisamos participar da evolução da RECEPÇÃO dessas informações.
Vou dar um clássico exemplo, tomando como base que ainda hoje o principal modelo de mídia é aquele tradicional, que não é novidade para os nossos avós.

Todos os dias, ouvimos muito sobre os efeitos nem sempre benéficos da mídia, e diversas vezes esses comentários seguem acompanhados de severas críticas em relação ao modelo atual de emissão de informações.
Enfim, os efeitos manipuladores e algumas vezes destrutivos, mas frequentemente polêmicos dos canais de mídia já são conhecidos. Mas em 1938, a história era ainda um pouco diferente.
Sem conhecer a longo prazo o rádio, cidadãos americanos ficaram alarmados com a notícia de que seres extraterrestres estavam invadindo o planeta Terra.
Mal entendidos a parte, o “furo de reportagem” era na verdade uma dramatização do romance “Guerra dos mundos”, de H.G. Wells, que havia sido publicado em um jornal americano em 1898.
Hoje, quando conhecemos casos tão marcantes como esse para a história do jornalismo, acabamos por refletir sobre o papel e, principalmente sobre a responsabilidade da imprensa.
Em menor grau, acontecem “Casos Welles” até hoje, como a publicação dos mísseis falsos lançados pelo governo iraniano.
Mas porque diabos hoje, 71 anos depois do citado caso, ainda acontecem confusões e relativo pânico quando são desastradamente publicadas notícias falsas ou distorcidas?
Certamente a humanidade não se adapta fácil às mudanças tecnológicas.
Explico. Enquanto o rádio tinha um ar de novidade em épocas passadas, nem todo mundo hoje sabe o potencial de um programa como o Photoshop ou o After Affects, capazes de modificar com perfeição elementos em fotos e vídeos, respectivamente.
Assim, nós, eternos receptores da mídia, devemos no mínimo tomar cuidado com aquilo que vemos ou ouvimos, sabendo que por trás de toda matéria há um ser-humano, que pode desde fazer uma apuração desastrada até mesmo utilizar fontes mentirosas ou equivocadas.
Aquela novela com repercussão desastrosa no século passado no mínimo demonstra o tamanho poder a que estamos submetidos de forma latente, fazendo multidões se moverem por causas que podem ser legítimas. Ou não.

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