Agaciel Maia Blog

Deputado Agaciel recebe amigos do Senado

Postado por Agaciel em 23 novembro 2011.

Na tarde desta quarta-feira (23/11), o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), Nilton Paixão, fez uma visita de cortesia ao deputado distrital Agaciel Maia.

Paixão estava acompanhado do novo presidente da Associação dos Servidores do Senado Federal (Assefe), Petrus Elesbão, e dos servidores do Senado Federal, Eduardo Lopes e Germando.

 

Terceirizados do Senado, Futebol em Samambaia e Reunião no Gama

Postado por Agaciel em 30 agosto 2010.

Agaciel conversa com terceirizados do Senado

No sábado, 28 de agosto de 2010, Agaciel tomou café da manhã com terceirizados do Senado Federal. À tarde, prestigiou o Futebol Bola Cheia em Samambaia. Ainda, reuniu-se com eleitores no Gama.

Agaciel prestigia torneio de futebol em Samambaia

Agaciel mostra intimidade com a bola em Samambaia

Agaciel com crianças no Gama

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Agaciel inaugura comitê na Vila Planalto – Distrital 36123

Postado por Agaciel em 17 agosto 2010.

Inauguração do comitê Agaciel Maia - Deputado Distrital - 36123

Agaciel inaugurou, neste sábado, 14 de agosto de 2010, comitê na Vila Planalto com forte participação popular. Em especial, massiva adesão de funcionários e terceirizados do Senado à campanha de Agaciel a Deputado Distrital – 36123.

Agaciel discursa na inauguração do comitê na Vila Planalto

Agaciel recebe apoio na Vila Planalto

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 4)

Postado por Agaciel em 3 julho 2010.

Rui Barbosa

1. Em todos os anais da civilização, não há um caso que desminta essa ligação de causalidade invariável entre o militarismo e o extermínio de todos os direitos, a eliminação de toda a moralidade, a ruína de toda a cultura.

2. Entre os que destroem a lei e os que a observam, não há neutralidade possível. Essa habitualidade na injustiça empeçonha o ambiente moral, corrompe as nações, desonesta os governos e arruína os Estados.

3. Eu não conheço desumanidade mais reprovável que a de insinuar, no coração dos necessitados, esperanças falazes.

4. Há anacronismos de opressão que constituem o mais perigoso fermento de revolta.

5. Há fronteiras em que virtude e vício mutuamente se penetram.

6. Habituai-vos a obedecer para aprenderdes a mandar.

7. Liberdade! Tu não és a escada para o poder: és nas sociedades adiantadas o elemento sagrado que o limita.

8. Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.

9. Nada mais honroso do que mudar a justiça de sentença quando lhe mudou a convicção.

10. Nada mais tolo que o orgulho, nada mais duro e odioso que a intole- rância, nada mais perigoso ou ridículo do que a vaidade.

11. Não chamemos jamais de inimigos da pátria aos nossos contendores. A pátria não é de ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação.

12. Não é no medo que se assenta a disciplina, mas sim no sentido do dever.

13. Não falsifica a história somente quem inverte a verdade, senão também quem a omite.

14. Não firmar no estribilho de que o povo é de carneiros ou muares. Também os rebanhos das alimárias mais sossegadas se alucinam, e, alucinadas, podem passar por cima dos tropeiros desmontados.

15. Não há alcoolismo mais cheio de demência do que o do poder pelo poder.

16. Não há duas morais: a doutrina e a da praxe. A moral é uma só: a da consciência humana, que não vacila em discernir entre o direito e a força.

17. Não há língua definitiva e inalteravelmente formada. Todas se formam, reformam e transformam continuamente.

18. Não há temeridade maior que a de julgar revolucionários e conspiradores pelo critério exclusivo do sucesso.

19. Não poucas vezes, razão é lastimar o zelo dos amigos e agradecer a malevolência dos opositores. Estes nos salvam, quando aqueles nos extraviam.

20. Não se liquidam problemas jurídicos dialogando insultos.

21. Nenhuma idolatria é menos sensata que a das formas de governo. Acima está a felicidade da pátria. Mas acima da pátria está ainda a liberdade; porque é a condição da pátria, é a consciência, é o único bem cujo sacrifício a pátria não nos pode reclamar.

22. Neste mundo só os parvos não mudam; e ainda os maiores inimigos do bem são obrigados, muitas vezes, a segui-lo. No culto dos grandes homens não pode entrar a adulação.

23. No jogo o que menos se perde é o dinheiro.

24. O bem está na adaptação dos meios a fins úteis.

25. O espetáculo da perseguição foi sempre fatal às tiranias.

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 3)

Postado por Agaciel em 23 junho 2010.

Rui Barbosa

A mais triste das vidas e a mais triste das mortes são a vida e a morte do homem que não tem coragem de morrer pelo bem, quando por ele não possa viver.

A palavra numa atmosfera eletrizada adquire estranha sonoridade, lampeja, deflagra, atroa, fulmina.

A pátria é a família ampliada.

A política é que transformou o direito privado, revolucionou o direito penal, instituiu o direito constitucional, criou o direito internacional. É o próprio viver dos povos, é a força ou o direito, é a civilização ou a barbaria, é a guerra ou a paz.

A política não é esse jogo de intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem.

A primeira condição do sistema representativo é que o parlamento seja independente, e nós somos governados por um parlamento cada vez mais servil.

Aprendamos na injustiça de que fomos vítimas, a não a fazer aos nossos semelhantes.

As contradições de um homem com o seu passado não incorrem justamente em censura, senão quando caminha do bem para o mal, da verdade para o erro.

As formas não convertem os homens. As leis não destroem os costumes.

As injúrias dos malévolos são a primeira recompensa dos que defendem a verdade.

As leis são um freio para os crimes públicos; a religião, para os crimes secretos.

Atrás da anonímia se alaparda a covardia, se agacha o enredo, se ancora a mentira, se acaçapa a subserviência, se arrasta a venalidade.

Com a mesma continuidade com que devora as noites do homem ocupado e as do ocioso, os milhões do opulento e as migalhas do operário, o jogo tripudia uniformemente sobre as sociedades.

Crime é a presunção contra a qual não se tolera defesa nas sociedades oprimidas e acovardadas.

Das crises que pelo Brasil estão passando e dia-a-dia sentimos crescer aceleradamente: política, econômica, financeira, não vêm a ser mais que sintomas, exteriorizações parciais, manifestações reveladoras de um estado profundo: uma suprema crise moral.

Das desgraças onde naufragam a honra e o dever, em todas as classes sociais, não há origem mais frequente que o jogo.

De quanto no mundo tenho visto, o resumo se abrange nestas cinco palavras: não há justiça sem Deus.

De todas as liberdades é a imprensa a mais necessária e a mais conspícua; sobranceia e reina entre as mais.

Desconfiai dos rótulos que mentem, meus amigos, e habilitai-vos a contrastar a mercadoria com o critério vivo do vosso bom-senso.

Deus me livre de que, na conta à minha consciência, pudesse eu arguir algum dia a mim mesmo da covardia de emudecer.

Do mal em política, muitas vezes nasce o bem; da violência, o direito.

É pelo contacto dos fatos, das coisas, dos homens, que nós aprendemos todos os dias, melhoramos, e todos os dias reformamos as nossas idéias.

Em cada processo com o escritor comparece a juízo a própria liberdade.

Em política é a mesma coisa que em religião: o essencial não é estar na profissão do credo, mas na prática das obras.

Aprendendo a trabalhar

Postado por Agaciel em 5 junho 2010.

Projeto pioneiro implementado no Senado ajuda jovens a se profissionalizar

Dados da Secretaria de Trabalho e Emprego do Distrito Federal dão conta de que hoje 43 mil jovens com idade com idade entre 14 e 18 anos estão desempregados pois não têm experiência profissional.

Sabemos dos problemas enfrentados pelos nossos jovens quando da procura do primeiro emprego, da falta de oportunidade, e até mesmo do ceticismo de alguns empresários em dar uma chance a essas pessoas que tanto necessitam iniciar sua atividade laboral.

Temos conhecimento de que no DF estamos perdendo algumas preciosas vidas para a criminalidade por pura e simples falta de uma chance ser dada aos que chegam na idade de começar a trabalhar e não possuem uma capacitação adequada.

Quando estávamos à frente da Gráfica do Senado, criamos um projeto chamado Menor Aprendiz com o qual demos formação de mão de obra especializada a milhares de jovens, dos quais, muitos desses hoje ocupam as rotativas e máquinas das grandes gráficas de alta tecnologia não só no DF, mas em outros cantos do país.

Essa experiência pioneira no país criou a oportunidade para que fosse implantado pelo atual Governo Federal, um programa homônimo, no qual o jovem com idade entre 14 e 18 anos é cooptado por empresas governamentais e alí aprende um ofício, passando quatro anos de sua vida se especializando e ganhando como remuneração um salário mínimo.

A partir de atitudes como essa, teremos com certeza uma qualidade de vida melhor para nossa juventude, vez que com o trabalho, o jovem se afasta do mundo da criminalidade, das drogas e por conseguinte se formará um cidadão de bem, com valores de vida definidos e pautados no bem estar não só dele, mas da sociedade como um todo.

É necessário se dar ao jovem a oportunidade de se transformar e transformar a qualidade de vida de nossa capital, é necessário investir no futuro, mas, mesmo aprendendo a trabalhar, tem o jovem que ter a responsabilidade de também levar seus estudos adiante.

Por isso, o projeto Menor Aprendiz por nós lançado no Senado Federal atendeu a todos que por ali passaram sempre no seu horário inverso ao dos estudos.

Estudar é de fundamental importância para que todos cheguemos ao topo de nossos anseios e com essas duas ações Brasília com certeza chegará aos cem anos de uma maneira diferente, tendo reais motivos para comemorar.

Vamos pois investir em nossa juventude.

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 2)

Postado por Agaciel em 5 junho 2010.

Rui Barbosa

Rui Barbosa, jurista, ministro da Fazenda (1889-1891), senador, BA (1897- 1908).

1. A mais triste das vidas e a mais triste das mortes são a vida e a morte do homem que não tem coragem de morrer pelo bem, quando por ele não possa viver.

2. Vulgar é o ler, raro o refletir… Um sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas. Já se vê quanto vai do saber aparente do saber real…

3. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

4. Nesta palavra – Justiça – cabe quase inteira a noção da nossa felicidade na Terra. É a substância da civilização, a essência da sociedade, a síntese da política cristã. As nações medram ou desmedram, segundo a sabem ou não sabem guardar.

5. [...] em todo país civilizado, há duas necessidades fundamentais: que o Poder Legislativo represente o povo, isto é que a eleição não seja falsificada, e que o povo influa efetivamente sobre os seus representantes. E esta última necessidade é a primeira de todas, porque quando um povo tiver influência eficaz, e souber tê-la, o sistema eleitoral há de passar por força de fingimento a realidade. Ora, para influir inteligentemente, o requisito essencial é saber em que sentido a influência tem de se exercer, conhecer os próprios direitos e os meios de mantê-los, perceber os seus interesses e a maneira prática de os levar a efeito. O modo de ação que o povo tem sobre os poderes do estado é a opinião, poder supremo, impalpável e invisível, que paira sobre todos os poderes oficiais, que os domina, inspira, reprime e apoia. O cetro é seu, por direito.

6. Os governos, que têm explorado as acumulações, para aninhar os incompetentes, amigos seus, explorarão, doravante, as desacumulações, para beneficiar os incapazes, seus afilhados. Mera questão de mudança no sistema do arbítrio, de variação no regímen da incompetência, da moda na distribuição do nepotismo. As épocas de servilhismo e prostituição vivem destas superstições. [...]

7. A República não precisa de fazer-se terrível, mas de ser amável; não deve perseguir, mas conciliar; não carece de vingar-se, mas de esquecer; não tem que se coser na pele das antigas reações, mas que alargar e consolidar a liberdade.

8. [...] creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do Tesouro constituirão sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades.

9. Má conselheira é a fome, especialmente para a multidão, em cujo seio há muitos instintos bons, muitas tendências nobres, muitos impulsos desinteressados, mas há também as paixões da ignorância, da indigência, da força. Quando, portanto, a necessidade, que, creio eu, desde que o mundo é mundo, não tem lei, lhe estiver surdamente despertando n’alma esses sentimentos cegos, importa reagir, com certa prudência, no sentido oposto, avivando-lhe esses sentimentos contrários, de abnegação, de paciência, de esperança, de altivez, de fé no trabalho, de ódio à injustiça, tão profundos no povo, mas tantas vezes entibiados, e, entretanto, tão necessários, tão salvadores nesses tempos de provação. [...]

10. A constituição não pode ser tropeço à liberdade, nem à soberania nacional.

11. A democracia que não existe entre nós senão nominalmente, porque as forças populares, pela incapacidade relativa em que as coloca a ausência de sistema de educação nacional, estão de fato mais ou menos excluídas do governo.

12. A escravidão do negro é a mutilação da liberdade do branco.

13. A escravidão é a usura. O que ela quer é o coração do homem vivo.

14. A escravidão, resumo de todos os crimes, supressão organizada do sentimento moral pela covardia e pelo roubo, aveza os povos à promiscuidade habitual com a ignorância, a miséria, a violência, a malversação.

15. A espada não é a ordem, mas a opressão; não é a tranquilidade, mas o terror; não é a disciplina, mas a anarquia; não é a moralidade, mas a corrupção; não é a economia, mas a bancarrota.

16. A força do direito deve superar o direito da força.

17. A imprensa é o dever da verdade.

18. A imprensa, entre os povos livres, não é só o instrumento de vista, não é unicamente o aparelho do ver. Participa nesses organismos coletivos, de quase todas as funções vitais. É, sobretudo, mediante a publicidade que os povos respiram.

19. A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.

20. A justiça está em reconhecer ao herói a glória dos atos em que ele rompia com o seu tempo.

21. A lei de Caim nunca pôs fim ao mal.

22. A liberdade de uma raça fundada na servidão de outra é a mais atroz das mentiras.

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 1)

Postado por Agaciel em 31 maio 2010.

Rui Barbosa

Rui Barbosa, jurista, ministro da Fazenda (1889-1891), senador, BA (1897- 1908).

1. Estremeceu a Justiça; viveu no Trabalho; e não perdeu o Ideal. Palavras que ele próprio escreveu para serem seu epitáfio

2. Que o novo presidente entre com o pé direito. Em discurso feito às vésperas da posse do marechal Hermes da Fonseca.

3. A morte não extingue, transforma; não aniquila, renova; não divorcia, aproxima.

4. Muito há que alguém disse: “O sábio sabe que não sabe”.

5. A justiça pode irritar-se porque é precária. A verdade não se impacienta, porque é eterna.

6. Não se evita a guerra preparando a guerra. Não se obtém a paz senão aparelhando a paz.

7. Não é possível estar dentro da civilização e fora da arte.

8. Não há nada mais relevante para a vida social que a formação do sentimento da justiça.

9. A inteireza do espírito começa por se caracterizar no escrúpulo da linguagem.

10. A pressa é inimiga da perfeição.

11. A vida parlamentar, a administração e o jornalismo têm sido, em toda parte, os mais poderosos corruptores da língua e do bom gosto.

12. O pão é o ventre, o centro da vida orgânica. O ideal é o espírito, órgão de vida eterna.

13. O delírio dos erros incuráveis acerba-se com os embaraços opostos pela razão.

14. Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida.

15. As leis que não protegem nossos adversários não podem proteger-nos.

16. A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que ameaça.

17. A força não constrói, não une, não pacifica. Os grandes exércitos e os armamentos são o infortúnio e o desassossego dos países militarizados.

18. Se alguma coisa divina existe entre os homens, é a justiça. Nisto se compendiam todas as minhas crenças políticas. De todas elas essa é o centro. Mas para que a justiça venha a ser essa força, esse elemento de pureza, esse princípio de estabilidade, é preciso que não se misture com as paixões da rua, ou as paixões dos governos, e seja a justiça isenta, a justiça impassível, a soberana justiça, a congênita em nós, entre os sentimentos sublimes à religião e à verdade.

19. Não somos uma nação em estado de indigência. Carecemos de boa administração, firme e íntegra, circunspeta e audaz.

20. O que o pobre precisa é deixar de ser pobre. Com os grandes e fortes está o lucro, com os fracos e humildes, o perigo.

21. …de bustos e estátuas não sou lá grande entusiasta. Um homem em metal me parece duas vezes morto… Bem-aventurados os que a si mesmo se estatuaram em atos memoráveis, sem deixarem os seus retratos à posteridade, esquecediça ou desdenhosa, vivem a sua vida póstuma desinteressadamente pelos benefícios que lhe herdaram.

22. A nosso ver, a chave misteriosa das desgraças que nos afligem, é esta e só esta; a ignorância popular, mãe da servilidade e da miséria.

23. As instituições planejam-se para a humanidade com as suas contingências e as suas fraquezas, contando especialmente com elas, e tendo particularmente em mira as violências, as mancomunações, as corruptelas, que possam ameaçá-las ou explorá-las.

24. A República não é uma série de fórmulas, mas um conjunto de instituições, cuja realidade se afirma pela sua sinceridade no respeito às leis e na obediência à Justiça.

Saber Político: Frases de Adelmir Santana

Postado por Agaciel em 7 maio 2010.

Adelmir Santana em discurso

Adelmir Santana. Senador, DF (2007-2011).

Pessoas medíocres falam de pessoas, pessoas comuns falam de fatos, pessoas interessantes falam de idéias. Citando, em seu discurso de posse no Senado Federal, frase de um autor desconhecido, 3-1-2007.

A política, com P maiúsculo, é, ao lado do amor e da fé, uma das maiores forças transformadoras da realidade. Em seu discurso de posse no Senado Federal, 3-1-2007.

Aqui, no Senado Federal, tenho certeza de que todos amam o Brasil. O meu caso não é diferente. Para mim, o Brasil não é somente a Pátria. O Brasil é muito mais. O Brasil é uma missão. E toda missão tem de ser bem cumprida. Em seu discurso de posse no Senado Federal, 3-1-2007.

A percuciente análise da proposta governamental e o aperfeiçoamento que deverá brotar das nossas discussões serão fundamentais para se alcançar uma reforma tributária consentânea com as aspirações brasileiras. Este é o momento de afirmação deste Congresso. Em 22-2-2008.

Vivemos todos, pobres e ricos, empregados e empresários, numa estranha zona de desconforto. Este é claramente o momento para o Congresso Nacional não abdicar de suas prerrogativas. Mas, ao contrário, propor medidas que impliquem examinar o binômio receita e gasto e, em última análise, o tamanho do Estado brasileiro, para, de imediato, buscar uma redução dessa perversa carga tributária, que põe em risco e compromete o desenvolvimento do País. Ao apresentar proposta que define como uma das atribuições do Senado fixar o teto máximo de carga tributária para o país, 25-2-2008.

Ainda há quem diga que Brasília não tem gente. Não conhecem a nossa personalidade, formada e adquirida em menos de cinco décadas, a partir do caldo de cultura de brasileiros de todos os Estados que vieram para cá. Em 5-3-2008.

Fico emocionado ao ver este plenário lotado para homenagear uma cidade que surgiu do sonho de um homem admirável: Juscelino Kubitschek. Em 29-4-2008.

O empreendedorismo dos brasileiros foi, sem dúvida, um fator determinante para que os primeiros pioneiros viessem para Brasília quando aqui era apenas um sonho. Em 29-4-2008.

Antônio Carlos Magalhães: Um Político Que Faz Falta

Postado por Agaciel em 25 março 2010.

ACM em 2007

“Na Bahia, sou o mesmo que o Senhor do Bonfim: tudo o que acontece, sou o responsável”. Esta frase resume o pensamento político de Antonio Carlos Magalhães. Ele remonta àquela linhagem de políticos com temperamento forte. Fosse na tribuna do Congresso Nacional ou em cima de palanque angariando a simpatia e o voto dos baianos, ACM (como logo ficou conhecido) não era homem de meios-termos. Apaixonado por suas crenças, não titubeava quando era chamado a expressar sua opinião. Muitas vezes era de uma crueldade vocabular única. Era temido por seu ocasional destempero. E, para ele, pouco importava se o adversário era Senador ou Deputado, ministro de Estado ou o presidente da República. Também não escolhia adversário, fossem donos de conglomerados midiáticos, empresários de grosso calibre ou jornalista principiante em jornal do interior. A todos ACM defendia suas idéias com paixão e não havia “fala morna”, ou era quente ou frio.

Nos últimos anos venho me especializando nas estratégias discursivas dos que ocupam ou ocuparam cargos públicos no Brasil e no exterior. Colecionei mais de 5.000 frases que tratam de política, liberdade, eleições, democracia, partidos políticos, ética, justiça, bem comum. Alguns políticos são excelentes na apresentação de discursos escritos, se esmeram na escolha de citações, recheiam o pronunciamento com informações econômicas, dados estatísticos, mas existem outros que parecem estar sempre a postos para fazer um discurso, defender uma idéia, atacar o pensamento dos adversários e vencer a batalha por corações e mentes. É nessa segunda categoria que se encaixa Antonio Carlos Magalhães. É fato que ACM utilizava as palavras como quem participava de duelo, aqueles dos livros populares de “capa e espada”. Sua arma mais temida era, sem dúvida alguma, sua língua. A munição era a frase de efeito pronunciada no momento mais oportuno e, ao mesmo, menos esperado por seus desafetos.

É importante traçar sua trajetória política que teve início em 1954, quando ele se elegeu deputado estadual na Bahia pela antiga União Democrática Nacional (UDN). Quatro anos depois, tornou-se deputado federal, sendo reeleito para mais dois mandatos consecutivos, em 1962 e 1966. Em 1967, durante o regime militar, foi nomeado prefeito da capital baiana, Salvador. Já em 1970, foi indicado pela primeira vez para o governo da Bahia. O político baiano comandou o estado por três vezes. Governou a Bahia também entre 1979 e 1983, quando foi eleito por meio de um colégio eleitoral, e de 1991 a 1994, após ter sido eleito no primeiro turno no pleito de 1990.

Em 1984, durante a campanha das “Diretas Já” pela redemocratização do país, ACM se opôs à candidatura de Paulo Maluf (PDS) à Presidência e deixou a legenda para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM). Na época, o político baiano apoiou a candidatura de Tancredo Neves, que morreu antes de assumir a Presidência da República. Com a posse do vice José Sarney, ACM foi convidado em 1985 para ser ministro das Comunicações, cargo que exerceu até 1990.

No período em que foi ministro, ACM enfrentou o primeiro drama pessoal. Em 1986, a filha mais nova, Ana Lúcia Magalhães, então com 28 anos, suicidou-se. Antes de cometer o suicídio, ela chegou a ligar para o pai para dizer que não estava bem e que iria se matar.
Em 1994, ACM foi eleito para o Senado Federal. Ele presidiu a Casa entre 1997 a 2001, quando renunciou ao mandato devido às investigações sobre a violação do painel eletrônico do Senado. No entanto, em 2002, conseguiu novo mandato para o Senado.

ACM sofreu outra tragédia pessoal em abril de 1998, quando o filho Luís Eduardo Maron Magalhães morreu de infarto. Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Luís Eduardo era considerado seu sucessor político e provável candidato do PFL à Presidência.

Na Bahia, o “carlismo” se consolidou nas décadas seguintes como maior força política do estado. ACM e seus aliados dominaram o governo estadual por 16 anos. A hegemonia “carlista” só foi quebrada em 2006, quando Jaques Wagner (PT) foi eleito governador. Amado e odiado, o senador baiano sempre esteve próximo do poder federal, apesar das diferenças ideológicas entre os sucessivos governos. Foi aliado do regime militar pós-1964 e do tucano de Fernando Henrique Cardoso. Apoiou Lula na eleição de 2002.

ACM respirou política por mais de 40 anos. E falou sobre política por igual período. Não é difícil encontrar vídeos na internet com momentos polêmicos da vida de ACM. Em junho de 1999, na época presidente do Senado, ACM bateu boca com o presidente da Câmara, Michel Temer. O bate-boca entre os presidentes da Câmara e do Senado paralisou o Congresso. Em 8 de abril de 2000 o senador discursou contra seu colega Jader Barbalho (PMDB-PA), e por mais de uma hora a sessão do Senado foi permeada por troca de insultos e acusações.
Destaco algumas de suas famosas frases.

  • Política é como agricultura: não se pode colher fora de hora. Argumen-tando que a “redemocratização deve vir normalmente”. 1972.
  • Fale bem dos amigos todos os dias; fale mal dos inimigos pelo menos duas vezes ao dia. Em entrevista à revista República. Junho de 1997.
  • O Fernando Henrique, com aquele sorriso de aeromoça, não pode continuar enganando o país. Em 30 de janeiro, 1994.
  • Só não fizemos sexo. Sobre seu relacionamento com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Abril de 2000.
  • Não tenho nenhum acanhamento de dizer que pertenci ao regime militar e fui peça-chave para derrubá-lo. E o senador Mercadante tinha bem próximo a ele um dos mais atuantes integrantes do regime e traz nas veias o sangue de 64. Afirmando que apoiou o golpe de 1964, mas que, ao contrário do pai de Mercadante, o general do Exército Oswaldo Oliva, também trabalhou para acabar com o regime militar. 30-5-2005.
  • O importante, na política, é dizer não.
  • Há três tipos de repórteres: o que quer dinheiro, o que quer notícia e o que quer emprego. O correto é não dar dinheiro a quem quer notícia, notícia a quem quer emprego e emprego a quem quer dinheiro.
  • A ocasião faz o aliado.
  • Não confie em ninguém cuja a mulher não goste de você.

Durante quatro anos convivi diariamente com o senador Antonio Carlos Magalhães e sou testemunha de seu talento de líder empreendedor, e da forma como dedicava cada minuto de seu dia à sua paixão maior na vida: fazer política. Em sua passagem pela Presidência do Senado Federal, ACM tornou realidade o Interlegis (Comunidade Virtual do Poder Legislativo) e a Unilegis (Universidade do Legislativo Brasileiro), além de haver promovido significativa ampliação da TV Senado, tornando-a uma das mais importantes emissoras de televisão institucional do país.

Antonio Carlos Magalhães morreu no Instituto do Coração, em São Paulo, no dia 20 de julho de 2007, aos 79 anos de idade, recebendo homenagens e reconhecimento por parte de aliados e adversários e entra para a História como uma das principais lideranças da política nacional.

Passando em revista os últimos anos, recordando os caminhos e descaminhos da política brasileira, conservo comigo a convicção de que ACM faz muita falta ao Brasil.

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