Agaciel Maia Blog

Saber Político: Frases de Juscelino Kubitscheck (Parte 1)

Postado por Agaciel em 24 julho 2010.

Juscelino Kubitschek (crédito: Gervásio Batista)

Juscelino Kubitscheck, governador de Minas Gerais (1951-1955), presidente do Brasil (1956-1961), senador, GO (1961-1964)

1. Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada, com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.

2. Esta é a última seca que assola o Nordeste. Em visita aos flagelados.

3. Industrializar aceleradamente o país; transferir do exterior para nosso território as bases do desenvolvimento autônomo; fazer da indústria manufatureira o centro dinâmico das atividades econômicas nacionais – isto resumiria o meu propósito, a minha opção. Citado em MAYRINK, Geraldo. Juscelino Kubitscheck, In: Grandes Líderes – Nova Cultural.

4. O perdão é a marca da grandeza, sobretudo quando se tem em vista um objetivo mais alto. Memorial JK – www.memorialjk.com.br.

5. Sou visceralmente democrata. Para mim, a liberdade é algo fundamental. Memorial JK – www.memorialjk.com.br.

6. A criação de Brasília, a interiorização do governo, foi um ato democrático e irretratável de ocupação efetiva do nosso vazio territorial. Memorial JK – www.memorialjk.com.br.

7. Meu sonho é viver e morrer em um país em liberdade. Memorial JK – www.memorialjk.com.br.

8. Escolhi Brasília como ponto alto do meu governo porque estou convencido de que a nova capital representou um marco. Depois de sua construção ninguém poderia duvidar de nossas indústrias ou da capacidade do trabalho brasileiro. Brasília deixou atrás de si uma nova era de autoconfiança e otimismo. Memorial JK – www.memorialjk. com.br.

9. Creio na vitória final e inexorável do Brasil, como Nação. Memorial JK – www.memorialjk.com.br.

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 5)

Postado por admin em 11 julho 2010.

Rui Barbosa

1. O gênio do poder não se sacia senão com a absorção da consciência dos que o servem.

2. O governo da demagogia não passa disso: o governo do medo.

3. O homem que é o erro em procura da verdade não pode traçar a divisória entre a verdade e o erro.

4. O homem que não rende culto aos ídolos religiosos, muito menos queimará incenso a ídolos políticos.

5. O militarismo é o flagelo comum de todas as opiniões, de todos os interesses, de todos os direitos nacionais: a extorsão da liberdade, a obliteração da inteligência, a proibição do civismo.

6. O militarismo nasceu da violação dos direitos legais dos exércitos pelo governo do ser.

7. O princípio dos princípios é o respeito da consciência, o amor da verdade.

8. O sábio de aparência crê e ostenta saber tudo. O sábio de realidade, quanto mais real, mais desconfia, tanto do que vai aprendendo como do que elabora.

9. O suborno envilece tanto a mão que o paga como a que recebe.

10. O vício arrecada sobre a atividade do ocioso quatro espécies de impostos: a perda de tempo, a perda de estímulo, a perda de saúde e a perda de dinheiro.

11. Onde se envolva risco da própria conservação, a neutralidade seria um suicídio.

12. Os homens são instrumentos da corrente que os leva, vítimas da posição em que os acontecimentos os colocam.

13. Os regimes que subjugam em vez de esclarecer, não conseguem jamais levar ao coração das maiorias o assentimento de uma adesão sincera à ordem estabelecida.

14. Para os eleitos do mundo das ideias, a miséria está na decadência e não na morte.

15. Povo, vencedor sempre na batalha, quase sempre preterido nos despojos.

16. Quando o mal é extraordinário, os remédios não podem ser comuns, e, esgotados os expedientes usuais, cumpre tentar novos, rompendo com as tradições menos justas.

17. Que adianta a garantia da liberdade quando nos míngua a vida? Que vem a ser a ortodoxia, senão um tesouro de revoltas canonizadas pelo tempo?

18. Raramente se poderá dar colaboração sincera sem dissidências leais; porque nas mais íntimas alianças os direitos de consciência devem ficar sempre reservados.

19. Se não é o povo quem faz a lei, desde que não elege os legisladores, ninguém se pode admirar de que o povo lhe desobedeça.

20. Tenho dito mil vezes: nunca idolatrei formas de governo. Toda idolatria é estéril, é irracional, é blasfema, é servil.

21. Toda civilização se encerra na liberdade; toda a liberdade, na segurança dos direitos individuais.

22. Três âncoras deixou Deus ao homem: o amor da pátria, o amor da liberdade, o amor da verdade.

23. Um povo dependente no seu próprio território e nele mesmo sujeito ao domínio dos senhores, não pode aspirar seriamente, nem seriamente manter, a sua independência no estrangeiro.

24. Uma verdade há, que me não assusta, porque é universal e de universal consenso: não há escritor sem erros.

25. A Nação governa. O Exército, como os demais órgãos do país, obedece. Nesses limites, é necessário, e inestimável, o seu papel; e na observância deles reside o seu segredo, a condição de sua popularidade. O Exército certamente o sabe. Não quererá outra função.

26. Não troco a trouxa das minhas convicções por cargos. Episódio em que foi oferecido o cargo de ministro da Fazenda, na tentativa de cooptá-lo para o governo.

27. Todas as leis protetoras são ineficazes para gerar a grandeza econômica do país; todos os melhoramentos materiais são incapazes de determinar a riqueza, se não partirem da educação popular, a mais criadora de todas as forças econômicas, a mais fecunda de todas as medidas financeiras. Reforma do Ensino Primário.

28. A eleição indireta tem por base o pressuposto de que o povo é incapaz de escolher acertadamente os deputados.

29. Felizmente, para estarmos, aqui, na Bahia, bastava estarmos no Brasil; pois, aonde quer que se estenda a pátria brasileira, aí se sentirá palpitando o coração da pátria baiana. Desta, no leite com que me amamentaram, aprendi a não distinguir Norte ou Sul, fronteiras ou sertões, abraçando no mesmo amor todo o imenso país abençoado, que os nossos maiores nos legaram inteiro, para que o herdamos a nossos filhos indivisível…

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 4)

Postado por Agaciel em 3 julho 2010.

Rui Barbosa

1. Em todos os anais da civilização, não há um caso que desminta essa ligação de causalidade invariável entre o militarismo e o extermínio de todos os direitos, a eliminação de toda a moralidade, a ruína de toda a cultura.

2. Entre os que destroem a lei e os que a observam, não há neutralidade possível. Essa habitualidade na injustiça empeçonha o ambiente moral, corrompe as nações, desonesta os governos e arruína os Estados.

3. Eu não conheço desumanidade mais reprovável que a de insinuar, no coração dos necessitados, esperanças falazes.

4. Há anacronismos de opressão que constituem o mais perigoso fermento de revolta.

5. Há fronteiras em que virtude e vício mutuamente se penetram.

6. Habituai-vos a obedecer para aprenderdes a mandar.

7. Liberdade! Tu não és a escada para o poder: és nas sociedades adiantadas o elemento sagrado que o limita.

8. Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.

9. Nada mais honroso do que mudar a justiça de sentença quando lhe mudou a convicção.

10. Nada mais tolo que o orgulho, nada mais duro e odioso que a intole- rância, nada mais perigoso ou ridículo do que a vaidade.

11. Não chamemos jamais de inimigos da pátria aos nossos contendores. A pátria não é de ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação.

12. Não é no medo que se assenta a disciplina, mas sim no sentido do dever.

13. Não falsifica a história somente quem inverte a verdade, senão também quem a omite.

14. Não firmar no estribilho de que o povo é de carneiros ou muares. Também os rebanhos das alimárias mais sossegadas se alucinam, e, alucinadas, podem passar por cima dos tropeiros desmontados.

15. Não há alcoolismo mais cheio de demência do que o do poder pelo poder.

16. Não há duas morais: a doutrina e a da praxe. A moral é uma só: a da consciência humana, que não vacila em discernir entre o direito e a força.

17. Não há língua definitiva e inalteravelmente formada. Todas se formam, reformam e transformam continuamente.

18. Não há temeridade maior que a de julgar revolucionários e conspiradores pelo critério exclusivo do sucesso.

19. Não poucas vezes, razão é lastimar o zelo dos amigos e agradecer a malevolência dos opositores. Estes nos salvam, quando aqueles nos extraviam.

20. Não se liquidam problemas jurídicos dialogando insultos.

21. Nenhuma idolatria é menos sensata que a das formas de governo. Acima está a felicidade da pátria. Mas acima da pátria está ainda a liberdade; porque é a condição da pátria, é a consciência, é o único bem cujo sacrifício a pátria não nos pode reclamar.

22. Neste mundo só os parvos não mudam; e ainda os maiores inimigos do bem são obrigados, muitas vezes, a segui-lo. No culto dos grandes homens não pode entrar a adulação.

23. No jogo o que menos se perde é o dinheiro.

24. O bem está na adaptação dos meios a fins úteis.

25. O espetáculo da perseguição foi sempre fatal às tiranias.

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 3)

Postado por Agaciel em 23 junho 2010.

Rui Barbosa

A mais triste das vidas e a mais triste das mortes são a vida e a morte do homem que não tem coragem de morrer pelo bem, quando por ele não possa viver.

A palavra numa atmosfera eletrizada adquire estranha sonoridade, lampeja, deflagra, atroa, fulmina.

A pátria é a família ampliada.

A política é que transformou o direito privado, revolucionou o direito penal, instituiu o direito constitucional, criou o direito internacional. É o próprio viver dos povos, é a força ou o direito, é a civilização ou a barbaria, é a guerra ou a paz.

A política não é esse jogo de intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem.

A primeira condição do sistema representativo é que o parlamento seja independente, e nós somos governados por um parlamento cada vez mais servil.

Aprendamos na injustiça de que fomos vítimas, a não a fazer aos nossos semelhantes.

As contradições de um homem com o seu passado não incorrem justamente em censura, senão quando caminha do bem para o mal, da verdade para o erro.

As formas não convertem os homens. As leis não destroem os costumes.

As injúrias dos malévolos são a primeira recompensa dos que defendem a verdade.

As leis são um freio para os crimes públicos; a religião, para os crimes secretos.

Atrás da anonímia se alaparda a covardia, se agacha o enredo, se ancora a mentira, se acaçapa a subserviência, se arrasta a venalidade.

Com a mesma continuidade com que devora as noites do homem ocupado e as do ocioso, os milhões do opulento e as migalhas do operário, o jogo tripudia uniformemente sobre as sociedades.

Crime é a presunção contra a qual não se tolera defesa nas sociedades oprimidas e acovardadas.

Das crises que pelo Brasil estão passando e dia-a-dia sentimos crescer aceleradamente: política, econômica, financeira, não vêm a ser mais que sintomas, exteriorizações parciais, manifestações reveladoras de um estado profundo: uma suprema crise moral.

Das desgraças onde naufragam a honra e o dever, em todas as classes sociais, não há origem mais frequente que o jogo.

De quanto no mundo tenho visto, o resumo se abrange nestas cinco palavras: não há justiça sem Deus.

De todas as liberdades é a imprensa a mais necessária e a mais conspícua; sobranceia e reina entre as mais.

Desconfiai dos rótulos que mentem, meus amigos, e habilitai-vos a contrastar a mercadoria com o critério vivo do vosso bom-senso.

Deus me livre de que, na conta à minha consciência, pudesse eu arguir algum dia a mim mesmo da covardia de emudecer.

Do mal em política, muitas vezes nasce o bem; da violência, o direito.

É pelo contacto dos fatos, das coisas, dos homens, que nós aprendemos todos os dias, melhoramos, e todos os dias reformamos as nossas idéias.

Em cada processo com o escritor comparece a juízo a própria liberdade.

Em política é a mesma coisa que em religião: o essencial não é estar na profissão do credo, mas na prática das obras.

Saber Político: Frases de Rui Barbosa (Parte 2)

Postado por Agaciel em 5 junho 2010.

Rui Barbosa

Rui Barbosa, jurista, ministro da Fazenda (1889-1891), senador, BA (1897- 1908).

1. A mais triste das vidas e a mais triste das mortes são a vida e a morte do homem que não tem coragem de morrer pelo bem, quando por ele não possa viver.

2. Vulgar é o ler, raro o refletir… Um sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas. Já se vê quanto vai do saber aparente do saber real…

3. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

4. Nesta palavra – Justiça – cabe quase inteira a noção da nossa felicidade na Terra. É a substância da civilização, a essência da sociedade, a síntese da política cristã. As nações medram ou desmedram, segundo a sabem ou não sabem guardar.

5. [...] em todo país civilizado, há duas necessidades fundamentais: que o Poder Legislativo represente o povo, isto é que a eleição não seja falsificada, e que o povo influa efetivamente sobre os seus representantes. E esta última necessidade é a primeira de todas, porque quando um povo tiver influência eficaz, e souber tê-la, o sistema eleitoral há de passar por força de fingimento a realidade. Ora, para influir inteligentemente, o requisito essencial é saber em que sentido a influência tem de se exercer, conhecer os próprios direitos e os meios de mantê-los, perceber os seus interesses e a maneira prática de os levar a efeito. O modo de ação que o povo tem sobre os poderes do estado é a opinião, poder supremo, impalpável e invisível, que paira sobre todos os poderes oficiais, que os domina, inspira, reprime e apoia. O cetro é seu, por direito.

6. Os governos, que têm explorado as acumulações, para aninhar os incompetentes, amigos seus, explorarão, doravante, as desacumulações, para beneficiar os incapazes, seus afilhados. Mera questão de mudança no sistema do arbítrio, de variação no regímen da incompetência, da moda na distribuição do nepotismo. As épocas de servilhismo e prostituição vivem destas superstições. [...]

7. A República não precisa de fazer-se terrível, mas de ser amável; não deve perseguir, mas conciliar; não carece de vingar-se, mas de esquecer; não tem que se coser na pele das antigas reações, mas que alargar e consolidar a liberdade.

8. [...] creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do Tesouro constituirão sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades.

9. Má conselheira é a fome, especialmente para a multidão, em cujo seio há muitos instintos bons, muitas tendências nobres, muitos impulsos desinteressados, mas há também as paixões da ignorância, da indigência, da força. Quando, portanto, a necessidade, que, creio eu, desde que o mundo é mundo, não tem lei, lhe estiver surdamente despertando n’alma esses sentimentos cegos, importa reagir, com certa prudência, no sentido oposto, avivando-lhe esses sentimentos contrários, de abnegação, de paciência, de esperança, de altivez, de fé no trabalho, de ódio à injustiça, tão profundos no povo, mas tantas vezes entibiados, e, entretanto, tão necessários, tão salvadores nesses tempos de provação. [...]

10. A constituição não pode ser tropeço à liberdade, nem à soberania nacional.

11. A democracia que não existe entre nós senão nominalmente, porque as forças populares, pela incapacidade relativa em que as coloca a ausência de sistema de educação nacional, estão de fato mais ou menos excluídas do governo.

12. A escravidão do negro é a mutilação da liberdade do branco.

13. A escravidão é a usura. O que ela quer é o coração do homem vivo.

14. A escravidão, resumo de todos os crimes, supressão organizada do sentimento moral pela covardia e pelo roubo, aveza os povos à promiscuidade habitual com a ignorância, a miséria, a violência, a malversação.

15. A espada não é a ordem, mas a opressão; não é a tranquilidade, mas o terror; não é a disciplina, mas a anarquia; não é a moralidade, mas a corrupção; não é a economia, mas a bancarrota.

16. A força do direito deve superar o direito da força.

17. A imprensa é o dever da verdade.

18. A imprensa, entre os povos livres, não é só o instrumento de vista, não é unicamente o aparelho do ver. Participa nesses organismos coletivos, de quase todas as funções vitais. É, sobretudo, mediante a publicidade que os povos respiram.

19. A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.

20. A justiça está em reconhecer ao herói a glória dos atos em que ele rompia com o seu tempo.

21. A lei de Caim nunca pôs fim ao mal.

22. A liberdade de uma raça fundada na servidão de outra é a mais atroz das mentiras.

Saber Político: Frases de Afonso Arinos de Melo Franco

Postado por Agaciel em 14 maio 2010.

Afonso Arinos

Afonso Arinos de Melo Franco, deputado federal, MG (1947-1959), ministro das Relações Exteriores (1961), senador, RJ (1987-1990)

1. Srs. Constituintes de hoje, Srs. Congressistas de amanhã, nosso dever é fazer política, e fazer política é praticar e defender a liberdade… é honrar nosso mandato, sustentar nosso trabalho, enobrecer a memória do nosso tempo.

2. Senhor presidente, há uma versão histórica, há pelo menos uma versão legendária que declara que, no momento em que a maior justiça se encontrou com a maior injustiça e no dia em que o erro supremo se defrontou com a suprema verdade, nesse dia o juiz, o interessado na justiça, o representante do poder estatal, que era Pôncio Pilatos, em face da perturbadora fúria, em face do transviamento das multidões arrebatadas, esquecendo-se dos deveres morais que incumbiam a sua pessoa e dos misteres políticos que incumbiam a seu cargo, respondeu, a uma advertência, com estas palavras melancólicas: Mas o que é a verdade? (…) ninguém perguntou jamais: o que é a mentira?

3. Já dizia um dos patriarcas da República norte-americana, que o Senado é o pires que serve para esfriar o chá fumegante que se deposita na xícara da Câmara dos Deputados. Não é bem isso; mas é que a constância do nosso convívio mais longo, a segurança dos nossos mandatos mais dilatados, e sobretudo, a incumbência de nossas responsabilidades específicas de representarmos, igualmente, a autonomia política e a igualdade jurídica dos Estados da Federação, impõe aos brasileiros que têm a honra suprema de se assentar nestas cadeiras maiores preocupações de comedimento, de refreamento de suas paixões.

4. Tudo o que constitui o nosso ser tem de ser dado ao serviço da Pátria. Não somente o que nos é mais externo, como os nossos bens, as nossas aptidões, o nosso tempo, mas também o que há de subjetivo, de íntimo, de profundo em nós, como as nossas convicções, a nossa opinião, as nossas paixões pessoais ou doutrinárias… Não são os interesses o que temos de mais custoso em sacrificar, mas os pontos de vista. Eis, por isto mesmo, o que um homem que, de qualquer maneira, vive da ou pela inteligência, deve sacrificar em primeiro lugar. Espírito crítico, orgulho, independência, são roupas civis. A inteligência também tem a sua farda, o seu uniforme de tempo de guerra. Esta é a que todos nós devemos seguir. Só assim poderemos exigir da Pátria que nos atenda neste direito que é o de todos nós, e de que não abriremos mão de nenhum modo: o direito de servir.

5. Domar o tempo não é matá-lo, é vivê-lo.

6. Nunca se considerou caso político aquele caso que elementar, inicial, irrevogável e inevitavelmente será transformado pela decisão de um outro poder.

7. As memórias são a reelaboração de um mundo extinto, mas nem por isso menos real.

8. Meu desejo sincero seria que a nossa Academia Brasileira de Letras não se esquecesse tanto de que é também… de letras.

9. O mal do conservadorismo reacionário é não compreender que, ou aceitamos e promovemos a evolução da democracia para novos rumos, ou a estrangulamos, estabelecendo ditaduras de direita para sustentar
privilégios incompatíveis com a nova ordem do mundo.

10. O poder popular representa hoje a quebra dos privilégios econômicos e sociais das antigas classes dominantes – o que não se pode conseguir sem resistência delas.

11. O que é peculiar ao gênero literário das memórias é que a reconquista do vivido não é somente um trabalho de restauração, mas sobretudo um esforço de renovação.

Saber Político: Frase de Adhemar de Barros

Postado por Agaciel em 14 maio 2010.

Adhemar de Barros

Adhemar de Barros, governador de São Paulo (1962-1966)

1. Ser político é ser amigo o suficiente para poder romper, e inimigo não mais que suficiente para poder reatar.

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Saber Político: Frases de Adelmir Santana

Postado por Agaciel em 7 maio 2010.

Adelmir Santana em discurso

Adelmir Santana. Senador, DF (2007-2011).

Pessoas medíocres falam de pessoas, pessoas comuns falam de fatos, pessoas interessantes falam de idéias. Citando, em seu discurso de posse no Senado Federal, frase de um autor desconhecido, 3-1-2007.

A política, com P maiúsculo, é, ao lado do amor e da fé, uma das maiores forças transformadoras da realidade. Em seu discurso de posse no Senado Federal, 3-1-2007.

Aqui, no Senado Federal, tenho certeza de que todos amam o Brasil. O meu caso não é diferente. Para mim, o Brasil não é somente a Pátria. O Brasil é muito mais. O Brasil é uma missão. E toda missão tem de ser bem cumprida. Em seu discurso de posse no Senado Federal, 3-1-2007.

A percuciente análise da proposta governamental e o aperfeiçoamento que deverá brotar das nossas discussões serão fundamentais para se alcançar uma reforma tributária consentânea com as aspirações brasileiras. Este é o momento de afirmação deste Congresso. Em 22-2-2008.

Vivemos todos, pobres e ricos, empregados e empresários, numa estranha zona de desconforto. Este é claramente o momento para o Congresso Nacional não abdicar de suas prerrogativas. Mas, ao contrário, propor medidas que impliquem examinar o binômio receita e gasto e, em última análise, o tamanho do Estado brasileiro, para, de imediato, buscar uma redução dessa perversa carga tributária, que põe em risco e compromete o desenvolvimento do País. Ao apresentar proposta que define como uma das atribuições do Senado fixar o teto máximo de carga tributária para o país, 25-2-2008.

Ainda há quem diga que Brasília não tem gente. Não conhecem a nossa personalidade, formada e adquirida em menos de cinco décadas, a partir do caldo de cultura de brasileiros de todos os Estados que vieram para cá. Em 5-3-2008.

Fico emocionado ao ver este plenário lotado para homenagear uma cidade que surgiu do sonho de um homem admirável: Juscelino Kubitschek. Em 29-4-2008.

O empreendedorismo dos brasileiros foi, sem dúvida, um fator determinante para que os primeiros pioneiros viessem para Brasília quando aqui era apenas um sonho. Em 29-4-2008.

Saber Político: frases de Abraham Lincoln

Postado por Agaciel em 30 abril 2010.

Abraham Lincoln

Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos da América (1861-1865)

1 .Você pode enganar algumas pessoas todo o tempo. Você pode também enganar todas as pessoas algum tempo. Mas você não pode enganar todas as pessoas todo o tempo. Frase atribuída.

2. Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato traz boa sorte.

3. Quando faço o bem, sinto-me bem, e quando faço o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.

4. Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado.

5. Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram nem tomam em consideração as condições dos animais.

6. É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida.

7. Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau de decisão de ser feliz.

8. Meu ponto de vista inicial sobre a insalubridade do esquema de salvação cristão e da origem humana das escrituras, se tornou mais claro e mais forte no decorrer dos anos e não vejo razão alguma para mudá-lo.

9. Resolvemos solenemente que estes mortos não caíram em vão; que esta nação, com a graça de Deus, terá nova aurora de liberdade; e que o governo do povo para o povo não desaparecerá da terra.

10. Se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.

11. Os que negam liberdade aos outros não merecem liberdade.

12. Não sei o que foi meu avô. Estou muito mais interessado em saber o que será meu neto.

13. O homem que trabalha somente pelo que recebe, não merece ser pago pelo que faz.

14. Casamento não é o paraíso nem o inferno – é apenas o purgatório.

15. Suavizar penas alheias é esquecer as próprias.

16. Se a escravidão não é crime, não há crimes.

17. Demagogia é a capacidade de vestir as idéias menores com as palavras maiores.

18. Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.

19. Tato é a habilidade de descrever os outros como eles se veem.

20. Para você que está chegando agora, criticando o que está feito, deveria estar aqui na hora de fazer. Não seja um especialista em usar a crítica ao que está feito como pretexto para nada fazer. Assina, aquele que fez, quando no momento de fazer, não sabia-se como.

21. Quando o pastor rechaça o lobo, o rebanho chama o pastor de libertador, mas o lobo chama-o de tirano.

22. Da mesma forma que não quero ser escravizado ou espoliado, não quero nem escravizar nem espoliar. Tal é minha concepção da democracia. Tudo o que dela difere não é democracia.

23. O trabalho é anterior ao capital e independente dele. O capital nada mais é do que o fruto do trabalho. Não existiria capital se o trabalho não tivesse existido, primeiro. O trabalho é superior ao capital e merece uma consideração mais elevada. Todavia, o capital tem direitos dignos de serem protegidos, como qualquer outro direito.

24. Ando devagar, mas nunca ando para trás.

25. Sempre tenha em mente que sua própria resolução ao sucesso é mais importante que qualquer outra coisa.

26. Vou preparar-me. Quando surgir a oportunidade, estarei pronto.

Saber Político: Frases de Juscelino Kubitscheck (Parte 1)

Postado por Agaciel em 27 março 2010.

Juscelino Kubitscheck, governador de Minas Gerais (1951-1955), presidente do Brasil (1956-1961), senador, GO (1961-1964)

JK. Foto: Gervásio Batista

1. Esta é a última seca que assola o Nordeste. Em visita aos flagelados.

2. Industrializar aceleradamente o país; transferir do exterior para nosso território as bases do desenvolvimento autônomo; fazer da in- dústria manufatureira o centro dinâmico das atividades econômicas nacionais – isto resumiria o meu propósito, a minha opção. Citado em MAYRINK, Geraldo. Juscelino Kubitscheck, In: Grandes Líderes – Nova Cultural.

3. O perdão é a marca da grandeza, sobretudo quando se tem em vista um objetivo mais alto. Memorial JK – www.memorialjk.com.br.

4. Meu sonho é viver e morrer em um país em liberdade. Memorial JK – www.memorialjk.com.br.

5. O otimista pode errar, mas o pessimista já começa errando.

6. Na velha e querida Diamantina eu era o Nonô, menino pobre, filho de Dona Júlia, que andava descalço e não tinha onde estudar.

7. Vivi, naquele 21 de abril de 1960, as maiores emoções de minha vida. O caminho longamente trilhado a serviço do meu país atingira uma eminência que me permitia ter uma visão do conjunto do que, até então, conseguiria realizar… aqueles últimos três anos, eu vive- ra, sonhara, comera e dormira em função de uma data: 21 de abril de1960.

8. Faço hoje, incrivelmente, 72 anos, sinto-me espiritualmente com a idade de 30. Nenhuma ferrugem na alma, nem na vontade… Sinto- me capaz de grandes aventuras, tais como Brasília. Esta graça Deus me conferiu. Se não me permite ver o mundo num halo de esperança também não me fechou nas trevas da desilusão.

9. A liberdade para nós corresponde a uma série de conquistas sociais e políticas.

10. Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro.

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