Cotas raciais nas universidades
Postado por Agaciel em 19 junho 2010.
O sistema de cotas raciais implantado na Universidade de Brasília no ano de 2004, tem demonstrado ao longo dos anos quão eficiente é o sistema que quando de sua implantação causou tanta polêmica.
Estudos realizados por uma professora da própria UnB e um professor de universidade norte americana entre os anos de 2002 e 2005 agora divulgados mostram que o sistema é vencedor em vários aspectos.
Tal estudo consultou 40% dos estudantes da universidade, incluindo aí cotistas e não cotistas e demonstrou que hoje em dia a aceitação a ele é grande, se comparada principalmente à época de sua implantação.
Quando da implantação do sistema de cotas, dizia-se pelos quatro cantos da universidade, que a qualidade dos profissionais formados pelo sistema de cotas seria inferior aos que ingressariam na universidade pelo sistema convencional, e, ao longo do tempo, a pesquisa veio demonstrar exatamente o contrário.
Alunos que ingressaram ao ensino superior através das cotas raciais, tem tido um bom desempenho curricular, e suas notas não são inferiores aos dos outros estudantes, isso demonstra claramente que o desenvolvimento do aluno se dá por ele mesmo.
O aluno ao iniciar os estudos inseridos na grade curricular, passa a ter a responsabilidade pessoal de terminar os seus estudos, ou seja, é ele o responsável ou não pelo seu sucesso a partir dali, e isto não é medido por cotas raciais ou não, sejam eles brancos ou negros, o que importa é o interesse pessoal de cada um.
Além dessa característica demonstrada o estudo também comprovou que a partir de sua implantação, muitos dos estudantes assumiram sua posição racial e assumiram a sua identidade étnica.
Outra característica interessante é que o estudo mostrou que os cotistas passariam no vestibular convencional, por estarem acima das notas de corte da universidade.
A partir daí, fica demonstrado então que o que vale mesmo é o interesse pessoal de cada um, a vontade de vencer na vida e aproveitar a oportunidade que lhe é dada.
Agora , temos que estar atentos quando esses jovens adentrarem no mercado de trabalho, mas, somente com adoção de políticas públicas que efetivamente ajudem os jovens no início de suas carreiras é que poderemos ter os profissionais bem qualificados para executar bem a sua profissão.
E essas oportunidades devem partir do Estado, devem partir do governo através de projetos que incentivem o jovem trabalhador a desempenhar bem o seu papel profissional na sociedade, sendo eles negros ou brancos, índios ou amarelos.
Cabe ao Estado oferecer as condições mínimas necessárias para o ingresso desses jovens no mercado de trabalho, porquanto já se faz provado de que as cotas raciais ao invés de criar animosidade dentro da Universidade de Brasília, trouxe novos horizontes a muitos e fez com que muitos dos seus críticos se calassem diante dos números que ora se apresentam.














Agaciel Maia - Deputado Distrital / DF
Câmara Legislativa do Distrito Federal