Agaciel Maia Blog

Agaciel Maia vai beneficiar mais de 100 mil terceirizados de Brasília

Postado por admin em 21 julho 2011.

Mais de 100 mil profissionais poderão ser beneficiados

O deputado Agaciel Maia quer tornar obrigatório o pagamento de auxílio alimentação a todos os funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviço ao GDF.

Antes do recesso, o deputado apresentou projeto que prevê o reajuste do valor do auxílio para 5% do salário mínimo, isto é, cada terceirizado passará a receber R$ 27,25 por dia.

O benefício deverá ser pago em dinheiro ou cartão de benefício e não pode ser incorporado ao salário, isto é, deve ser pago como verba indenizatória.

Se aprovado a proposta do deputado Agaciel Maia, na prática, funcionará da seguinte maneira: O GDF faz o pagamento do valor do benefício, no valor de R$ 27,25, diretamente aos terceirizados.

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Diga não ao racismo

Postado por Agaciel em 5 julho 2010.

Somos todos iguais, e não podemos nos diferenciar pela cor da pele

Fala-se muito sobre ações afirmativas. Mas é preciso entender o que significam tais ações para boa parte da população afrodescendentes brasileira. Em 2001, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foi a primeira universidade a implantar o sistema de cotas para viabilizar o acesso ao ensino superior através de seu exame vestibular. Nesses oito anos, dezenas de outras universidades públicas e privadas alteraram seus exames seletivos para incorporar os critérios raciais – em muitos casos aliados a critérios de renda – no acesso à universidade, permitindo incorporar efetivamente um maior número de estudantes negros ao ensino superior.

Em 2004, por meio da criação do Programa Universidade para Todos (Prouni), o governo federal iniciou um grande programa de inclusão de estudantes negros ao ensino superior, que concede bolsas de estudo a alunos negros, indígenas e de menor renda – entre outros grupos – que ingressem em instituições de ensino superior privadas. É já comprovado que o Prouni resultou em inclusão numérica significativa de estudantes que há bem pouco tempo talvez nem considerassem minimamente factível a possibilidade de ingressar no ensino superior.

Resultados decepcionantes

É bem conhecida a dificuldade dos estudantes negros ingressarem no ensino superior, principalmente nas universidades públicas. E não se trata de questões falaciosas como inteligência inferior ou mesmo desinteresse para com a própria educação e o aperfeiçoamento profissional. É, sim, resultante da colheita de muitas desvantagens que vitimaram estes indivíduos ao longo de sua vida. Existe aqui um componente histórico (e grave) de exclusão social. A aplicação de uma política de cotas para universidades públicas pode ser entendida como sinalização bastante positiva para alterar este quadro. Por outro lado defender a inutilidade das cotas ou simplesmente sua extinção significa o mesmo que apostar na manutenção do status quo: pessoas historicamente marginalizadas, excluídas, continuarão a não ter acesso a escolas de qualidade e, em conseqüência, estarão sumariamente excluídas de empregos com boa remuneração.

Antes de tudo devemos ter em consideração que a ciência tem buscado exaustivamente definir as raças que compõem nossa espécie. Após reconhecer que medir o diâmetro de crânios, braços, pés constituíam trabalho muito complicado para a definição de uma raça, com o progresso da genética os antropólogos observaram que através de algumas gotas de sangue era possível referenciar as coleções de genes, mas chegaram à conclusão que existem quatro grupos sanguíneos e esses quatro grupos se encontram em todo e qualquer grupo racial.

Posteriormente foram definidos outros sistemas: Rhesus, MNSs, Duffy, Diego, GM e ainda o HL-A. Utilizando todos esses sistemas, os cientistas chegaram à conclusão que devido à multiplicidade de informações recolhidas a classificação em grupos homogêneos tornava-se extremamente difícil. A opção então recai para o método estatístico, segundo os genes que são específicos de cada grupo. Chegamos ao ponto: sendo a cor negra característica da raça negra, buscaram-se então os genes “marcadores” responsáveis pela cor da pele. Os resultados foram também decepcionantes: os genes não são específicos a uma ou duas raças e as conclusões apontaram para o fato de que todas as populações têm mais ou menos os mesmos genes.

Diversidade humana

Chegam então os biólogos e imaginam uma medida chamada “distância genética”. Esta distância é tanto maior quanto maior for a diferença entre os patrimônios genéticos de duas ou mais populações comparadas. A conclusão é clara: a humanidade não pode ser classificada em raças pela simples comparação dos patrimônios genéticos, chegando François Jacob, prêmio Nobel de Biologia, a afirmar categoricamente: “O conceito de raça é, para nossa espécie, não operacional”. Jacob não fica solitário nessa declaração. O duplamente premiado com o Nobel de Medicina e de Psicologia Jean Dausset declara que “a idéia de `raça pura´ é um contra-senso biológico.”

Se considerarmos a afirmação de muitos expoentes da ciência, de que não existem raças, no entanto, temos que conviver com este pernicioso defeito de nossa civilização: o racismo existe! É patético então encontrar alguém racista, se não existem meios científicos que elabore a distinção de raças? O geneticista e escritor francês Albert Jacquard afirma que “na verdade, temos medo do desconhecido, de encontrar alguém que não seja nosso semelhante, este medo, por sua vez, transforma-se em agressividade e ódio e assim nasce o racismo”. Fruto do medo e do ódio aos que achamos ser nossos “dessemelhantes”. E a cada vitória do medo e do ódio corresponde uma derrota para a Humanidade como um todo. Aliás, é bom reter a lição do físico Albert Einstein que, ao preencher o formulário da imigração nos EUA, escreveu “raça humana”.

E no Brasil de 2010, um país urbano, ainda podemos encontrar, em alguns cadernos de classificados dos grandes jornais, anúncios do tipo: “Moça branca oferece serviços como auxiliar de escritório”.

A verdade é que a luta contra o preconceito racial precisa ser encarada. É uma luta a favor do respeito aos direitos humanos. É uma luta por justiça. E o primeiro passo é reconhecer que o preconceito de cor existe, coisa que bem poucos assumerm. Finalizo ressaltando duas questões de uma pesquisa realizada pela antropóloga Lilia Schwarcz, autora de O Espetáculo das Raças:

(1) “Você é preconceituoso?”, 99% responderam “não”; e (2) “Você conhece alguém preconceituoso?” 98% responderam “sim”.

A homofobia e seus caminhos

Postado por Agaciel em 23 junho 2010.

A orientação sexual dos indivíduos deve ser respeitada por todos nós

A intolerância dos seres humanos muitas vezes leva a prática de atos e comportamentos nocivos à sociedade que somente a norma jurídica pode debelar.

Vivendo no século XXI, assistimos nos dias de hoje crime de ódio, um preconceito, ojeriza e aversão aos que tem uma condição sexual.

A esse comportamento é dado o nome de homofobia que, em muitos casos e em certos indivíduos, leva a prática de delitos contra a pessoa somente comparados aos crimes praticados na idade média, em que se perseguiam homossexuais e outros setores organizados.

O cidadão deve ser respeitado por todos nós enquanto membros da sociedade Brasileira, e por conseguinte buscar o respeito e dar oportunidade como a qualquer outra pessoa dita homossexual ou heterossexual , vez que vivem com direitos e deveres como todos os membros da comunidade.

O que caracteriza a homofobia é justamente o medo o ódio irracional e a repulsa aos homossexuais, o que não se justifica, principalmente nos dias atuais, onde a liberdade e respeito ao ser humano devem imperar como fator de paz e harmonia social, para assim garantir uma qualidade de vida melhor a todos.

É preciso criar mecanismos que possam fornecer ajuda institucional, dignidade, saúde, emprego e moradia à todos, vez que esses cidadãos LGBTs fazem também partem de nossos grupos comunitários e vivem como todos nós.

É necessário haver mudança à intolerância que chega a ser pregada por alguns radicais para que a homofobia não ultrapasse seus limites e se chegue ao heterossexismo que é o termo recentemente usado para a opressão que suprime os direitos de Lésbicas, Gays Bissexuais Travestis e Transexuais, descrevendo uma atitude mental que categoriza como inferiores as pessoas que tem uma condição sexual.

No Brasil a legislação é omissa nos casos de desrespeito e crimes de ódio contra pessoas por conta de sua orientação sexual.

O que ocorre é a falta de políticas públicas urgentes que leve esse seguimento a serem respeitados, porquanto existem profissionais da mais alta competência e sucesso entre os homossexuais que não são reconhecidos e são maltratados e violentados em todos os aspectos um gay um travestir é assassinado a cada dois dias no Brasil.

Necessitamos diminuir os índices de violência praticados contra essa parcela da população, vez que são comuns a prática de atos atentatórios à integridade física de Gays, Lésbicas Bissexuais,Transexuais e Travestis e o Brasil é tido como o mais violento país do mundo quando o assunto é homossexualidade.

Felizmente algo de novo começa a mudar no horizonte, e começa justamente pelo nordeste, região tida como nascedouro do “cabra-macho”, já temos na Paraíba e no Maranhão, delegacias especializadas em crimes homofóbicos e outras unidades federativas deverão seguir esses exemplos dos nordestinos.

Entretanto é pouco para o que se pode fazer em termos de cidadania, de respeito para a construção de um país laico.

É hora de mudanças, e podemos todos nós pensar em mecanismos que ao invés de incitarem o ódio, a intolerância e a violência, mostrem que o amor ao próximo como a si mesmo é o novo caminho que surge no horizonte.

Cotas raciais nas universidades

Postado por Agaciel em 19 junho 2010.

O sistema de cotas raciais na UnB demonstrou-se extremamente eficiente

O sistema de cotas raciais implantado na Universidade de Brasília no ano de 2004, tem demonstrado ao longo dos anos quão eficiente é o sistema que quando de sua implantação causou tanta polêmica.

Estudos realizados por uma professora da própria UnB e um professor de universidade norte americana entre os anos de 2002 e 2005 agora divulgados mostram que o sistema é vencedor em vários aspectos.

Tal estudo consultou 40% dos estudantes da universidade, incluindo aí cotistas e não cotistas e demonstrou que hoje em dia a aceitação a ele é grande, se comparada principalmente à época de sua implantação.

Quando da implantação do sistema de cotas, dizia-se pelos quatro cantos da universidade, que a qualidade dos profissionais formados pelo sistema de cotas seria inferior aos que ingressariam na universidade pelo sistema convencional, e, ao longo do tempo, a pesquisa veio demonstrar exatamente o contrário.

Alunos que ingressaram ao ensino superior através das cotas raciais, tem tido um bom desempenho curricular, e suas notas não são inferiores aos dos outros estudantes, isso demonstra claramente que o desenvolvimento do aluno se dá por ele mesmo.

O aluno ao iniciar os estudos inseridos na grade curricular, passa a ter a responsabilidade pessoal de terminar os seus estudos, ou seja, é ele o responsável ou não pelo seu sucesso a partir dali, e isto não é medido por cotas raciais ou não, sejam eles brancos ou negros, o que importa é o interesse pessoal de cada um.

Além dessa característica demonstrada o estudo também comprovou que a partir de sua implantação, muitos dos estudantes assumiram sua posição racial e assumiram a sua identidade étnica.

Outra característica interessante é que o estudo mostrou que os cotistas passariam no vestibular convencional, por estarem acima das notas de corte da universidade.

A partir daí, fica demonstrado então que o que vale mesmo é o interesse pessoal de cada um, a vontade de vencer na vida e aproveitar a oportunidade que lhe é dada.

Agora , temos que estar atentos quando esses jovens adentrarem no mercado de trabalho, mas, somente com adoção de políticas públicas que efetivamente ajudem os jovens no início de suas carreiras é que poderemos ter os profissionais bem qualificados para executar bem a sua profissão.

E essas oportunidades devem partir do Estado, devem partir do governo através de projetos que incentivem o jovem trabalhador a desempenhar bem o seu papel profissional na sociedade, sendo eles negros ou brancos, índios ou amarelos.

Cabe ao Estado oferecer as condições mínimas necessárias para o ingresso desses jovens no mercado de trabalho, porquanto já se faz provado de que as cotas raciais ao invés de criar animosidade dentro da Universidade de Brasília, trouxe novos horizontes a muitos e fez com que muitos dos seus críticos se calassem diante dos números que ora se apresentam.

Agricultura familiar

Postado por Agaciel em 19 junho 2010.

Responsável por grande parte da produção do DF, a agricultura familiar sustenta mais de 4.500 famílias

Base que alicerça a todos, a família é que nos traz a força necessária para suportarmos as agruras que surgem diante de nós, bem como colher os bons frutos que aparecem em nossas vidas.

Assim, como não poderia deixar de ser, e para nossa subsistência é a agricultura familiar, responsável por grande parte da produção de hortifrutigranjeiros que no Distrito Federal dão sustentação a mais de quatro mil e quinhentas famílias.

Neste domingo (20/06) encerra-se na Concha Acústica a 7º Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, que como diz o próprio nome, apresenta o produto da agricultura familiar.

No DF, apesar dos bons resultados nesse campo, o Estado não dá condições para que esse tipo de trabalho seja desenvolvido com a devida importância.

Vemos que o que falta mesmo é um incentivo por parte do Estado para que essa parcela produtiva possa desempenhar com maior eficiência e produtividade esse trabalho que já trás bons resultados em todo país.

Sendo um dos maiores produtores da chamada agricultura familiar do país, já não é sem tempo que o GDF faça algo para minimizar os problemas dos pequenos agricultores responsáveis por grande parte do abastecimento local de hortaliças, grãos e outros produtos.

No DF, existem apenas duas cooperativas e, ao que parece, não existe um incentivo para que esses trabalhadores/produtores se organizem visando um lucro e produtividade maior.

Com um movimento esperado de cerca de R$ 6 milhões em negócios na feira que ora se realiza, é preciso que se crie políticas de incentivo para esses pequenos produtores, e isto só pode ser feito com boa vontade do governo local e até mesmo do federal que poderá investir abrindo linhas de crédito, financiando máquinas e outros equipamentos que irão incrementar ainda mais a produtividade.

Não é possível desprezar um público de cerca de 100 mil pessoas num evento de apenas cinco dias, uma quantidade de pessoas dessa, mostra a força de nossa agricultura familiar, aquela que produz em pequena quantidade, mas com a qualidade suficiente para que o consumo seja alto e de rentabilidade

É a nossa vontade, que esse tipo de atividade seja bem explorado por moradores do DF em cidades como Brazlândia, São Sebastião, Sobradinho, Planaltina, Taguatinga, Gama, enfim, nas mais diversas regiões administrativas onde existe a exploração da agricultura familiar.

Com incentivo, certamente a produção irá melhorar, famílias terão uma maior rentabilidade e o brasiliense com certeza terá uma mesa mais farta por preços mais módicos.

Bom para todos os seguimentos da sociedade, a agricultura familiar no DF apesar de ser uma das melhores do país com certeza muito tem a melhorar com a criação de condições favoráveis ao seu implemento.

Quando não se contratam menores aprendizes, são construídos hospitais do crack

Postado por Agaciel em 10 junho 2010.

O consumo da droga destrói o futuro de jovens e famílias

O Rio de Janeiro está criando em seu território o que já se denomina Hospital do Crack, tendo em vista o tamanho do consumo da droga que mata da semana para outra o futuro dos jovens e dizima famílias inteiras.

Não se pode deixar de dar credibilidade a tal criação, pois todas as ações de combate ao uso de drogas é de se parabenizar mesmo sendo elas desesperadas.

Tal medida deve ser observada de perto, e antes mesmo de ser implantada, merece algumas considerações:

A disseminação das drogas cresce rapidamente no país tendo em vista a escalada das ações criminosas do tráfico, as quais, por pura e simples falta de políticas públicas para nossos jovens, tais como incentivo à cultura, esporte e formação de mão de obra qualificada com a respectiva inserção no mercado de trabalho, poderiam diminuir sensivelmente os problemas com as drogas, evitando que nossos jovens fossem os pacientes desses hospitais.

Aqui no Distrito Federal já utilizamos a metodologia da formação de mão de obra qualificada e sua inserção no mercado de trabalho, como forma de minimizar as mazelas de jovens de classes menos abastadas, e seu conseqüente sucesso em uma atividade laboral, quando nos encontrávamos no Senado Federal.

Milhares de jovens foram formados como gráficos de alta tecnologia, tendo eles idade entre os 14 e 18 anos, os quais em horário contrário ao dos estudos, aprendiam, durante 4 anos ininterruptos, o ofício gráfico e, muitos desses, hoje exercem suas atividades até mesmo fora do DF, mas sempre ponteando suas atividades.

Hoje, pensamos em instalar um programa tão importante como esse em todo Distrito Federal, buscando os jovens em todas as Administrações Regionais, de acordo com a quantidade de indivíduos nessa faixa etária em cada cidade.

Cada participante receberá durante o período de formação, um salário mínimo de bonificação, para que possa se manter e, também aprender o manuseio de numerário se organizando financeiramente e se preparando para o futuro, quando poderá vir a ser um chefe de família.

Tomando como parâmetro nossa maior cidade satélite, a Ceilândia, poderíamos ter naquela região cerca de 10 mil jovens sendo atendidos pelo programa e por conseguinte, chegaríamos a aproximadamente 280 mil atendidos em todo o Distrito Federal, com um custo estimado em cerca de 142,8 milhões nessa atividade essencialmente preventiva e de cidadania.

Esses recursos seriam advindos do Fundo Constitucional do DF e do PRONASCI, que é o Programa Nacional de Segurança Pública Cidadã do Ministério da Justiça que tanto necessita de projetos voltados para a população jovem na área de prevenção à criminalidade.

Com essas ações, uma menor quantidade de adolescentes ingressariam no mundo do crime, teríamos uma melhor qualidade de vida e menos criminosos e usuários de drogas nas nossas ruas, formaríamos cidadãos mais bem estruturados emocionalmente e diminuiríamos consideravelmente o número de pacientes dos Hospitais do Crack.

Brasília e nossos jovens não merecem tamanho castigo.

Os caminhos da saúde

Postado por Agaciel em 10 junho 2010.

Os profissionais de saúde devem ser mais valorizados

Com grande alarde, o Governo do Distrito Federal anunciou nesta segunda-feira (07/06), a contratação de aproximadamente 300 profissionais da área de saúde para atuar nos diversos hospitais do DF.

Esses profissionais, a grande maioria de médicos, foram aproveitados do concurso público realizado em 2007 e vão receber um salário bruto mensal de R$ 3.726,61 por 20 horas semanais de trabalho.

A falta de interesse dos médicos pela posse na Secretaria de Saúde é tamanha, na medida em que foram convocados por esta Secretaria mais de 500 operários da saúde, mas a parcela que se apresentou foi muito inferior ao esperado.

Em algumas especialidades, menos da metade das vagas ofertadas foram preenchidas, o que deixa uma quantidade enorme de cargos a serem ocupados tanto para o momento atual quanto para o futuro.

Existem hoje, mais de 20 mil pessoas na fila de espera por cirurgias na rede pública de saúde, e, ao que parece, não será agora que o problema se resolverá.

Custeada pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal, a saúde pública da Capital já foi referência nacional, entretanto, neste momento padece de uma atenção maior, para que possa atender aos necessitados com eficiência e zelo.

O que vemos, hoje em dia, são hospitais lotados com pacientes deitados sobre lençóis ou colchões, na grande maioria alojados nos corredores das unidades hospitalares.

Vemos ainda o desestímulo de jovens que se formam em medicina mas que não terão um salário digno, um salário que represente a importância da profissão que salva vidas diariamente.

Além dos médicos, existem também os outros profissionais de saúde, estes também estão jogadas à própria sorte em termos salariais, os planos de carreira não saem do papel, o que faz com que seus proventos sejam ano a ano deteriorados.

É importante que se implante políticas públicas que efetivamente possam estimular os profissionais da área de saúde no DF, políticas essas de valorização do servidor com cursos de especialização, um plano de carreira decente e um atendimento médico compatível com sua importância funcional.

O que vemos atualmente, é que os profissionais de saúde utilizam do artifício de trabalharem em hospitais para serem atendidos, o que infelizmente não garante a atenção devida para esses profissionais, porquanto, tem servidores que passam até seis, sete meses esperando procedimentos que em tese deveriam ser de simples resolução.

É preciso que haja organização e uma administração eficiente para que nossos profissionais de saúde atendam a população com dignidade, mas antes, necessário se faz dar o mesmo tratamento àqueles que são os responsáveis pelo atendimento médico hospitalar da população do Distrito Federal.

Aprendendo a trabalhar

Postado por Agaciel em 5 junho 2010.

Projeto pioneiro implementado no Senado ajuda jovens a se profissionalizar

Dados da Secretaria de Trabalho e Emprego do Distrito Federal dão conta de que hoje 43 mil jovens com idade com idade entre 14 e 18 anos estão desempregados pois não têm experiência profissional.

Sabemos dos problemas enfrentados pelos nossos jovens quando da procura do primeiro emprego, da falta de oportunidade, e até mesmo do ceticismo de alguns empresários em dar uma chance a essas pessoas que tanto necessitam iniciar sua atividade laboral.

Temos conhecimento de que no DF estamos perdendo algumas preciosas vidas para a criminalidade por pura e simples falta de uma chance ser dada aos que chegam na idade de começar a trabalhar e não possuem uma capacitação adequada.

Quando estávamos à frente da Gráfica do Senado, criamos um projeto chamado Menor Aprendiz com o qual demos formação de mão de obra especializada a milhares de jovens, dos quais, muitos desses hoje ocupam as rotativas e máquinas das grandes gráficas de alta tecnologia não só no DF, mas em outros cantos do país.

Essa experiência pioneira no país criou a oportunidade para que fosse implantado pelo atual Governo Federal, um programa homônimo, no qual o jovem com idade entre 14 e 18 anos é cooptado por empresas governamentais e alí aprende um ofício, passando quatro anos de sua vida se especializando e ganhando como remuneração um salário mínimo.

A partir de atitudes como essa, teremos com certeza uma qualidade de vida melhor para nossa juventude, vez que com o trabalho, o jovem se afasta do mundo da criminalidade, das drogas e por conseguinte se formará um cidadão de bem, com valores de vida definidos e pautados no bem estar não só dele, mas da sociedade como um todo.

É necessário se dar ao jovem a oportunidade de se transformar e transformar a qualidade de vida de nossa capital, é necessário investir no futuro, mas, mesmo aprendendo a trabalhar, tem o jovem que ter a responsabilidade de também levar seus estudos adiante.

Por isso, o projeto Menor Aprendiz por nós lançado no Senado Federal atendeu a todos que por ali passaram sempre no seu horário inverso ao dos estudos.

Estudar é de fundamental importância para que todos cheguemos ao topo de nossos anseios e com essas duas ações Brasília com certeza chegará aos cem anos de uma maneira diferente, tendo reais motivos para comemorar.

Vamos pois investir em nossa juventude.

Dia mundial sem tabaco

Postado por Agaciel em 31 maio 2010.

Diga não ao cigarro

Por muitos e muitos anos, foi o cigarro sinônimo de sucesso pessoal, seja nas atividades laborais, sentimentais, esportivas e culturais.

Verdadeiro terror das doenças respiratórias e cardiovasculares, o cigarro vem ao longo dos anos dizimando os que dele fazem uso assim como os que estão ao seu redor, os chamados fumantes passivos.

No Brasil, temos hoje aproximadamente 200 mil mortes por ano, o que vale dizer que 23 pessoas morrem a cada hora em conseqüência da utilização do cigarro seja direta ou indiretamente, além do que pode provocar mais de 50 tipos de diferentes doenças.

As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causadoras dos óbitos em decorrência da utilização do cigarro no Brasil, sendo que o câncer no pulmão é de longe a primeira causa mortis. Apenas 6,7% dos casos de câncer de pulmão não estão relacionados ao uso do cigarro, porquanto, 90% ocorrem em fumantes e 3,3% em fumantes passivos.

Na maioria das vezes, o cigarro também leva à morte através de doenças coronarianas, bronquite, enfisema, além de outros tipos de câncer como o de boca, laringe, faringe, pâncreas, rim, bexiga e outros, e, mesmo não levando o fumante à morte, pode levá-lo a impotência sexual no homem, complicações maternas e fetais na gravidez, trombose vascular, podendo chegar à amputação de extremidades e membros inferiores.

O cigarro não afeta apenas as pessoas que o utilizam. Os não-fumantes expostos à sua fumaça também são vítimas de seus malefícios, vez que absorvem nicotina, monóxido de carbono e outras substâncias contidas no cigarro, charuto ou cachimbo, quase sempre da mesma maneira dos fumantes, sendo que a quantidade de substâncias tóxicas absorvidas dependem da extensão e da intensidade da exposição.

Na Brasil, já há algum tempo, as autoridades sanitárias se preocupam com a utilização do cigarro e seus malefícios, e já surgem leis que visam coibir a utilização desse produto em espaços públicos, e proíbem a propaganda e publicidade de derivados do fumo em revistas, jornais, televisão, rádio e outdoors, bem como o patrocínio de atividades esportivas e culturais pela indústria do tabaco.

Dados do Banco Mundial indicam que a indústria tabaqueira gera uma perda de 200 bilhões de dólares por ano, como a sobrecarga do sistema de saúde, mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, aumento dos índices de aposentadoria precoce, e outros fatores, dos quais a principal é a diminuição da qualidade de vida do fumante e de seus familiares.

A Organização Mundial de Saúde criou o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, e a data é respeitada pelos 191 países membros da organização. Com isso, ela pretende sensibilizar a comunidade de uma maneira em geral sobre os malefícios causados pelo consumo dos produtos derivados do tabaco, além de divulgar e relembrar as leis que restringem a utilização do uso do tabaco.

Os tempos são novos, e a qualidade de vida vem com medidas por nós mesmos tomadas em benefícios inclusive do meio ambiente, precisamos nos conscientizar de que a utilização do tabaco e seus derivados não nos leva ao glamour antes trazidos nos comerciais de TV, rádios e jornais, mas sim aos malefícios das diversas doenças que podem nos levar à morte.

Sobre a (in)segurança pública no DF

Postado por Agaciel em 21 maio 2010.

Santa Maria: crescimento dos índices de violência nos últimos anos

Há muito recebemos diariamente através dos mais variados meios de comunicação e até mesmo visualmente, que a insegurança está tomando conta da Capital Federal.

O que vemos é que as estratégias levadas a termo pelos órgãos de segurança pouco ou quase nada fazem para diminuir um problema que nos aflige diariamente e que parece sem solução.

Estudos divulgados pela própria Polícia Civil demonstram um recrudescimento de um doa crimes que mais abalam a todos nós, o roubo.

Nas saídas de bancos, esse tipo de crime aumenta nas Regiões Administrativas mais distantes como Ceilândia, onde houve um crescimento de 37% em relação a 2009, se comparados os números dos primeiros três meses do ano.

Aumento nos índices também ocorreram nas cidades de Planaltina, São Sebastião, Recanto das Emas, Guará, Santa Maria, Samambaia e Gama, sendo que só a título de exemplo, na cidade de Santa Maria, observados os números entre os anos de 2004 e 2010, houve um crescimento na ordem de 600%.

Uma determinada Autoridade Policial credita o aumento no número de crimes de assalto ao processo de urbanização e o aumento da qualidade de vida, porquanto ocorreram mudanças em todas as cidades e elas estão em crescimento.

Ora, infeliz a tese desse operador da Segurança Pública, realmente ocorreu um aumento na qualidade de vida do cidadão, entretanto, proporcionalmente a esse aumento, deveria ter ocorrido um aumento na qualidade prestada pelos profissionais da segurança pública aos moradores do Distrito Federal.

Primeiramente, necessário se faz que haja investimento no trabalhar policial, que se ofereça condições técnicas para o desenvolvimento de seu trabalho e que a população receba efetivamente essa prestação de serviço.

O que vemos atualmente, são postos policiais que foram criados para que fosse cumprida uma promessa de campanha e que na realidade pouco ou quase nenhum efeito causam no combate à criminalidade.

Ao que tudo indica, esses postos fixos não surtem os efeitos desejados, ou seja a prevenção, as unidades contam com poucos policiais e faltam equipamentos , portanto, necessário se faz que se dê mobilidade ao policial para que possa estar no meio onde possivelmente poderá ocorrer o crime, necessário se faz que haja uma interação entre o policial e a população, moradores, trabalhadores, freqüentadores das diversas localidades.

Aí sim, nesse caso, certamente teremos um trabalho mais eficiente no combate à criminalidade.

Há que se ressaltar também a falta de políticas preventivas, a falta de programas e projetos que retirem das ruas nossos jovens que hoje em dia são cooptados por traficantes e outros criminosos.

Esses jovens, sem nenhum horizonte visível, facilmente aderem ao crime, então o governo co-responsável pelos primeiros atos infracionais por eles praticados e após os crimes quando chegam à maioridade penal.

É preciso que se incentive através de programas sociais a capacitação profissional, através de ações da própria Secretaria de Segurança Pública, verbas para tal existem, o Ministério da Justiça já vem disponibilizando esses recursos através do Plano Nacional de Segurança Pública Cidadã – PRONASCI esses recursos tão importantes.

Mas, para que isso ocorra, primeiramente é preciso mudar a mentalidade dos operadores da segurança, é preciso qualificá-los para o exercício da polícia cidadã, voltada para as reais necessidades do povo e não só da pura e simples repressão.

Agindo dessa maneira, aí sim teremos uma diminuição considerável nos números das ocorrências policiais, aí sim teremos uma população confiante em seus segmentos da segurança e portanto uma qualidade de vida melhor.

É o que esperamos.

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