
Santa Maria: crescimento dos índices de violência nos últimos anos
Há muito recebemos diariamente através dos mais variados meios de comunicação e até mesmo visualmente, que a insegurança está tomando conta da Capital Federal.
O que vemos é que as estratégias levadas a termo pelos órgãos de segurança pouco ou quase nada fazem para diminuir um problema que nos aflige diariamente e que parece sem solução.
Estudos divulgados pela própria Polícia Civil demonstram um recrudescimento de um doa crimes que mais abalam a todos nós, o roubo.
Nas saídas de bancos, esse tipo de crime aumenta nas Regiões Administrativas mais distantes como Ceilândia, onde houve um crescimento de 37% em relação a 2009, se comparados os números dos primeiros três meses do ano.
Aumento nos índices também ocorreram nas cidades de Planaltina, São Sebastião, Recanto das Emas, Guará, Santa Maria, Samambaia e Gama, sendo que só a título de exemplo, na cidade de Santa Maria, observados os números entre os anos de 2004 e 2010, houve um crescimento na ordem de 600%.
Uma determinada Autoridade Policial credita o aumento no número de crimes de assalto ao processo de urbanização e o aumento da qualidade de vida, porquanto ocorreram mudanças em todas as cidades e elas estão em crescimento.
Ora, infeliz a tese desse operador da Segurança Pública, realmente ocorreu um aumento na qualidade de vida do cidadão, entretanto, proporcionalmente a esse aumento, deveria ter ocorrido um aumento na qualidade prestada pelos profissionais da segurança pública aos moradores do Distrito Federal.
Primeiramente, necessário se faz que haja investimento no trabalhar policial, que se ofereça condições técnicas para o desenvolvimento de seu trabalho e que a população receba efetivamente essa prestação de serviço.
O que vemos atualmente, são postos policiais que foram criados para que fosse cumprida uma promessa de campanha e que na realidade pouco ou quase nenhum efeito causam no combate à criminalidade.
Ao que tudo indica, esses postos fixos não surtem os efeitos desejados, ou seja a prevenção, as unidades contam com poucos policiais e faltam equipamentos , portanto, necessário se faz que se dê mobilidade ao policial para que possa estar no meio onde possivelmente poderá ocorrer o crime, necessário se faz que haja uma interação entre o policial e a população, moradores, trabalhadores, freqüentadores das diversas localidades.
Aí sim, nesse caso, certamente teremos um trabalho mais eficiente no combate à criminalidade.
Há que se ressaltar também a falta de políticas preventivas, a falta de programas e projetos que retirem das ruas nossos jovens que hoje em dia são cooptados por traficantes e outros criminosos.
Esses jovens, sem nenhum horizonte visível, facilmente aderem ao crime, então o governo co-responsável pelos primeiros atos infracionais por eles praticados e após os crimes quando chegam à maioridade penal.
É preciso que se incentive através de programas sociais a capacitação profissional, através de ações da própria Secretaria de Segurança Pública, verbas para tal existem, o Ministério da Justiça já vem disponibilizando esses recursos através do Plano Nacional de Segurança Pública Cidadã – PRONASCI esses recursos tão importantes.
Mas, para que isso ocorra, primeiramente é preciso mudar a mentalidade dos operadores da segurança, é preciso qualificá-los para o exercício da polícia cidadã, voltada para as reais necessidades do povo e não só da pura e simples repressão.
Agindo dessa maneira, aí sim teremos uma diminuição considerável nos números das ocorrências policiais, aí sim teremos uma população confiante em seus segmentos da segurança e portanto uma qualidade de vida melhor.
É o que esperamos.
Agaciel Maia - Deputado Distrital / DF
Câmara Legislativa do Distrito Federal